Representantes da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) afirmam que o texto inviabiliza o RenovaBio
Senadores aprovaram o regime de urgência para projeto que permite a venda direta de etanol de produtores para postos de combustível, eliminando a necessidade de distribuidoras. A proposta, do senador Otto Alencar, é polêmica e divide opiniões no setor.
Impactos na Cadeia de Distribuição
A medida gerou debates acalorados. Manuel Ortoland, presidente da Canoeste, argumenta que a venda direta acarretaria novos investimentos em logística para as usinas, aumentando custos. Ele acredita que o sistema atual, com distribuidoras, já é eficiente e que a mudança não traria benefícios significativos para o país como um todo, talvez apenas para indústrias em regiões com alta concentração de unidades produtoras.
Redução de Custos e Preços?
Por outro lado, José Carlos de Lima Jr., especialista em agronegócio, defende a proposta. Ele afirma que a venda direta, impulsionada pela greve dos caminhoneiros, facilitaria o acesso ao combustível e aumentaria a competitividade, resultando em preços mais baixos para o consumidor. Ele sugere que as usinas poderiam criar empresas de distribuição para suprir a necessidade logística.
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Cenário Futuro
A aprovação da venda direta exigiria menos intermediários entre a produção e o consumidor, reduzindo custos. No entanto, a União das Indústrias de Cana de Açúcar se posiciona contra a proposta, argumentando que ela não beneficiaria produtores e consumidores, e que inviabilizaria o RenovaBio, programa que exige a participação de distribuidoras. O projeto segue para a próxima sessão do Senado, em caráter de urgência.



