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Senadores aprovam proposta que permite venda direta de etanol aos postos

Texto atrásra será encaminhado à Câmara Federal; especialistas afirmam que projeto impede execução da RenovBio
venda de etanol
Texto atrásra será encaminhado à Câmara Federal; especialistas afirmam que projeto impede execução da RenovBio

Texto atrásra será encaminhado à Câmara Federal; especialistas afirmam que projeto impede execução da RenovBio

O Senado aprovou na última terça-feira um projeto que permite a venda direta de etanol das indústrias para os postos de gasolina. A proposta segue atrásra para a Câmara dos Deputados e, se aprovada, eliminará a obrigatoriedade de passar pelas distribuidoras. A medida, caso sancionada pelo presidente, revoga o artigo da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que restringe a comercialização apenas a fornecedores cadastrados.

Impacto Econômico e Logístico

A principal justificativa para a venda direta é a possibilidade de redução no preço do etanol para o consumidor final, eliminando a intermediação das distribuidoras. No entanto, o presidente da Copersucar, Manuel Ortolá, argumenta que as indústrias teriam que investir em novas estruturas logísticas, o que poderia anular qualquer economia. A vantagem seria maior em regiões com alta concentração de indústrias.

Preocupações Setoriais e Ambientais

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) expressou preocupação com a falta de avaliação prévia das consequências da medida. A entidade, juntamente com outras do setor, defende um debate mais amplo sobre o tema. Antonio Dipado Rodríguez, diretor técnico da Unica, afirmou em entrevista à CBN que o programa RenovaBio, focado na redução de emissões de carbono, poderia ser inviabilizado pela nova legislação. José Carlos de Lima Jr., especialista em agronegócio, destaca que a discussão ganhou força após a paralisação dos caminhoneiros, expondo a dependência do país do etanol, sendo este um dos maiores produtores mundiais. Ele aponta que a posição da Unica pode ser influenciada por interesses de associados que poderiam ser prejudicados.

Regionalização e Desigualdade

A redução de preços, segundo Lima Jr., se concentraria em regiões com maior produção de cana-de-açúcar, como o Centro-Sul, beneficiando locais como Ribeirão Preto, mas não impactando outras localidades. Em nota, a Unica reiterou sua oposição ao projeto, citando dificuldades de implementação do RenovaBio, questões de qualidade do produto e a regionalização da distribuição como pontos críticos.

A aprovação do projeto gera um debate intenso sobre os impactos econômicos, logísticos e ambientais da venda direta de etanol, com diferentes setores apresentando visões divergentes sobre seus potenciais benefícios e prejuízos.

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