Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram que em 2020 a cidade registrou pelo menos 26 crimes de roubo e furto por dia
A sensação de insegurança em centros urbanos é um problema crescente, e Ribeirão Preto não é exceção. Um método cada vez mais comum para combater essa insegurança é a instalação de concertinas em residências, comércios e condomínios.
Concertinas: Uma solução para a insegurança?
Em Ribeirão Preto, as concertinas estão presentes em diversos locais, de escolas a condomínios. Para o síndico de um condomínio na zona leste, Rafael Santana, as concertinas são um investimento fundamental, inibindo a ação de criminosos. A presença de concertinas, assim como cercas eletrificadas, visa criar uma barreira física e psicológica, aumentando a sensação de segurança dos moradores.
O crescimento do mercado e os números da violência
O aumento da insegurança tem impulsionado o mercado de concertinas. Uma fábrica local registrou crescimento de 20% nas vendas no último ano, representando 60% de sua receita. Dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado apontam que em 2020, Ribeirão Preto registrou pelo menos 26 crimes de roubo e furto por dia, um número superior a cidades do mesmo porte como São José dos Campos e Sorocaba. A Secretaria afirma que irá apurar esses dados juntamente com as polícias civil e militar para identificar possíveis soluções.
Leia também
A cidade cercada: reflexões sobre segurança e liberdade
O uso de concertinas, segundo o historiador Sérgio Marques Gonçalves, reflete uma mudança na arquitetura urbana e na dinâmica social da cidade. A priorização da segurança individual, através de medidas como concertinas, câmeras e sensores, tem levado ao isolamento e à redução da convivência social, com praças abandonadas e ruas pouco movimentadas. A sensação de segurança para quem está dentro dessas estruturas de proteção contrasta com a sensação de insegurança e exclusão para aqueles que estão fora. A busca por segurança, portanto, tem transformado a paisagem urbana e impactado a vida social em Ribeirão Preto, levantando questionamentos sobre o equilíbrio entre segurança e liberdade.



