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Sentimento de abandono, rejeição… as feridas da infância voltam a ser pauta no ‘CBN Comportamento’

Quem fala destes 'gatilhos' que podem ser desencadeados na vida adulta é a psicóloga Danielle Zeoti
feridas da infância
Quem fala destes 'gatilhos' que podem ser desencadeados na vida adulta é a psicóloga Danielle Zeoti

Quem fala destes ‘gatilhos’ que podem ser desencadeados na vida adulta é a psicóloga Danielle Zeoti

As feridas da infância impactam significativamente a vida adulta. Na semana passada, discutimos o abandono e a rejeição; hoje, abordaremos as demais: humilhação, injustiça e traição.

A Ferida da Humilhação

A humilhação repetida na infância, por meio de chacotas e críticas excessivas, gera vergonha, medo e insegurança. Adultos que sofreram humilhações podem apresentar timidez excessiva, dificuldade em expor opiniões, somatização, depressão e ansiedade. Em relacionamentos, podem assumir posturas submissas. Em alguns casos, desenvolvem o mecanismo de identificação com o agressor, tornando-se humilhadores.

A Ferida da Injustiça

A sensação de injustiça, muitas vezes presente em situações de bullying, abuso ou negligência, leva a desconfiança, insegurança e a crença de que não se pode confiar em ninguém. Adultos com essa ferida podem ser extremamente desconfiados, inseguros, e desenvolver transtornos como o de estresse pós-traumático ou depressão.

A Ferida da Traição

A traição por parte dos pais ou responsáveis, seja por promessas não cumpridas ou por atitudes que demonstram falta de confiabilidade, deixa marcas profundas. Adultos que vivenciaram essa traição podem apresentar desconfiança, baixa autoestima e dificuldade em se relacionar, regredindo a comportamentos de criança desamparada em situações que lembrem a traição sofrida.

Superar essas feridas exige autoconhecimento e, muitas vezes, ajuda profissional. É importante lembrar que, embora a criança que sofreu essas experiências ainda resida em nós, não somos mais tão vulneráveis quanto éramos. Com recursos emocionais e cognitivos, é possível lidar com essas dores e seguir em frente, buscando a cura e o desenvolvimento pessoal.

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