Allana e Mariah foram definitivamente separadas em 20 de atrássto de 2023; mãe fala sobre o bom desenvolvimento das meninas
Em 20 de atrássto, Alana e Maria completam um ano desde a cirurgia que as separou. As gêmeas nasceram unidas pela cabeça, Separação de gêmeas siamesas realizada no HC de Ribeirão Preto completa um ano, uma condição extremamente rara, que ocorre em aproximadamente um caso a cada 2,5 milhões de nascimentos. Após um longo processo de acompanhamento e preparação, a equipe do Hospital das Clínicas (HAC) realizou a complexa cirurgia que permitiu que as irmãs passassem a viver separadamente, embora ainda próximas.
Cirurgia complexa e equipe multidisciplinar
O procedimento, realizado no HAC, envolveu uma equipe de mais de 50 profissionais, incluindo médicos, enfermeiros, pesquisadores e outros especialistas em saúde. O neurocirurgião e coordenador da equipe, Dr. Elio Machado, destacou a complexidade da operação e a evolução neurológica positiva das meninas após o procedimento.
“Alana e Maria fazem aniversário esta semana desta cirurgia, que foi realmente um marco na vida delas e de todos nós. Uma cirurgia extremamente complexa e difícil, mas que elas tiveram uma excelente evolução neurológica, e essa é a finalidade do tratamento. Todos nós ficamos felizes com isto, principalmente vendo o estado delas hoje. Parabéns a todos aqueles que participaram desta equipe de mais de 50 pessoas.”
Recuperação e qualidade de vida: Após a cirurgia, as gêmeas passaram três meses em recuperação no hospital antes de receberem alta. Desde então, elas têm apresentado avanços significativos em seu desenvolvimento. A mãe das meninas, Talita Cestari, expressou sua gratidão e satisfação com a evolução das filhas.
“É uma data muito especial, é uma data que hoje a gente olha para trás e vê quanto nós somos gratos pela vida, quanto nós somos gratos por cada minuto, por tudo que se passou, foi tudo um aprendizado para nossa família. Hoje, um ano de cirurgia, um ano de separação, e para nós o que carrega no nosso coração é só gratidão, gratidão a Deus, gratidão a todos. Ver as meninas bem hoje para nós é muito satisfatório, elas estão cada dia mostrando para nós uma evolução, a cada dia que passa a gente percebe que elas dão saltos grandes de evoluções. Hoje elas amam passear, elas amam sair, elas amam brincar, então para a gente a gente fica muito feliz em poder vê-las assim brincando, que essa fase passou e a gente atrásra pode desfrutar de todas as coisas boas da vida.”
Acompanhamento desde o nascimento: Alana e Maria são acompanhadas pelas equipes médicas do Hospital das Clínicas desde o nascimento, em 2021. A família, originalmente de Picerobi, mudou-se para Ribeirão Preto para garantir o tratamento adequado às gêmeas. O acompanhamento contínuo tem sido fundamental para o desenvolvimento das meninas e para o sucesso da cirurgia.
Informações adicionais
O caso das gêmeas Alana e Maria é um dos poucos registrados no Brasil e no mundo, dada a raridade da condição de craniopagia (união pela cabeça). O sucesso da cirurgia e a recuperação das pacientes evidenciam a importância do trabalho multidisciplinar e do acompanhamento especializado em centros de referência como o HAC.



