É a sétima manutenção consecutiva do índice; Governo Federal pressiona o BC para diminuir da Selic
O Banco Central manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano, uma decisão que, embora esperada por analistas, gerou controvérsias.
Taxa de Juros e a Inflação
A manutenção da taxa Selic em 13,75%, a maior do mundo, contrasta com a perspectiva de inflação próxima de zero ou levemente negativa em junho. Para o público em geral, essa situação parece um contrassenso. No entanto, o Banco Central justifica sua decisão com base na necessidade de controlar a inflação, que ainda deve ficar acima da meta estabelecida (abaixo de 4,5%) este ano.
A Perspectiva do Banco Central
O Banco Central argumenta que sua postura dura visa combater os núcleos inflacionários e as expectativas inflacionárias, assegurando que a inflação se encaixe na meta. Apesar do custo elevado para a sociedade, a instituição acredita que essa estratégia vale a pena a longo prazo. Críticas vieram inclusive do agronegócio, que enfrenta dificuldades com a alta taxa de juros, apesar de contribuir para baixar a inflação com a maior safra da história.
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Análises e Perspectivas Futuras
Analistas consideram que a redução da taxa de juros poderia ter começado antes. A expectativa é que, em atrássto, haja um corte de pelo menos 0,5%, considerando a queda do câmbio, do petróleo, das expectativas inflacionárias e da carne, entre outros fatores. A aprovação do arcabouço fiscal e o avanço da reforma tributária também são cruciais para um cenário econômico mais favorável e para a redução da taxa de juros. Apesar da decisão do Banco Central, as perspectivas para o segundo semestre permanecem positivas, com a previsão de cortes mais rápidos da taxa de juros no futuro. A alta taxa de juros impacta negativamente diversos setores, como o agronegócio, a construção civil e o varejo, prejudicando o acesso ao crédito e o crescimento econômico.