País bateu recorde na arrecadação de impostos, nível de emprego, entre outros… economista, Nelson Rocha Augusto, comenta
O ano de 2024 apresentou um desempenho positivo para a economia brasileira, Será que 2024 foi um bom, apesar de desafios e incertezas que surgiram no decorrer do período. Segundo análise de Nelson Rocha, os indicadores econômicos mostraram avanços importantes, como a arrecadação de impostos, o volume de crédito e o nível de emprego, que atingiram recordes históricos. O setor agrícola enfrentou a maior seca da história da região produtora, mas ainda assim a safra foi considerada boa, e espera-se que os investimentos também tenham alcançado níveis recordes, com dados oficiais previstos para março de 2025.
Reforma tributária e investimentos: Em 2023, Será que 2024 foi um bom, foi aprovada a PEC da reforma tributária que unificou impostos sobre consumo, como PIS, COFINS, ICMS e ISS, com início da implementação prevista para até 10 anos. Essa reforma foi considerada a principal pauta econômica de 2024, contribuindo para o saldo positivo do ano para empresas, famílias e governo.
Pressões fiscais e conflitos institucionais
Apesar dos avanços, o ano foi marcado por pressões inflacionárias e excessos nos gastos públicos. O governo federal não adotou um ajuste fiscal rigoroso, o que gerou deterioração das expectativas econômicas. O judiciário entrou em conflito com os demais poderes devido ao aumento expressivo das emendas parlamentares ao orçamento federal, que saltaram de cerca de 5 bilhões para aproximadamente 50 bilhões de reais em 2024, gerando tensões e dificuldades nas aprovações no Congresso.
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Impactos da política econômica e cenário internacional: O câmbio apresentou desvalorização de cerca de 27,3% em 2024, com o dólar chegando a R$ 6,18, o que elevou a inflação e os custos para empresas e famílias. A taxa de juros de médio prazo ultrapassou 15,7%, um aumento de 61% em relação ao ano anterior, o que deve dificultar o financiamento e os investimentos no próximo ano. Além disso, o cenário internacional também trouxe incertezas, com mudanças políticas nos Estados Unidos, dificuldades econômicas na Europa e conflitos armados em andamento.
Perspectivas para 2025 e setor agrícola: Para 2025, a previsão é de desaceleração do crescimento econômico, com o PIB estimado em cerca de 2%, contra aproximadamente 3,6% em 2024. A inflação deve permanecer acima do teto da meta do Banco Central (4,5%) por cerca de cinco a seis meses, devido a pressões de preços. Por outro lado, o agronegócio deve continuar como ponto positivo, com expectativas de safra recorde em grãos, recuperação no setor sucroalcooleiro e aumento nas exportações de carne. As condições climáticas atuais são favoráveis, embora haja incertezas quanto a possíveis fenômenos meteorológicos futuros.
Informações adicionais
O sistema judiciário brasileiro possui custos elevados, equivalentes a cerca de três vezes a média dos países da OCDE em relação ao PIB, o que contribui para a pressão sobre as contas públicas. A reforma tributária aprovada em 2023 visa melhorar a eficiência da arrecadação, mas sua implementação será gradual e levará até uma década para ser concluída.