Sobre o assunto, confira a coluna ‘CBN Comportamento’ com a psicóloga Danielle Zeoti
A série Casamento à Cega Brasil tem gerado debates acalorados e polêmicas, oferecendo uma janela para a observação do comportamento humano em relacionamentos. A psicóloga Dani L. Zeotti comenta sobre o reality show e suas implicações.
O Encanto Inicial x a Convivência Diária
O programa explora a dinâmica entre o encantamento inicial, quase um “amor à primeira vista”, e a complexidade da convivência. A especialista destaca que, embora o amor possa ser cego em seu início, a conviência diária funciona como um microscópio, revelando as verdadeiras naturezas e incompatibilidades dos casais. A expectativa de participar de um reality show pode, inclusive, atrapalhar a busca por um relacionamento genuíno.
Machismo e Misoginia em Destaque
Um ponto crucial levantado por Zeotti é a presença marcante de machismo e misoginia no reality. Situações como homens impondo comportamentos às parceiras (como parar de fumar ou se organizar de determinada forma), desqualificando seu trabalho ou demonstrando desconforto com sua independência, foram amplamente observadas. A psicóloga destaca a naturalização de comportamentos tóxicos, mesmo com a consciência de estarem sendo filmados, indicando a persistência dessas práticas na sociedade.
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Reflexões e Empoderamento Feminino
Apesar dos aspectos negativos, o reality também proporciona reflexões importantes. Zeotti destaca a postura de algumas participantes que, mesmo desejando um casamento, souberam identificar e romper com relacionamentos desequilibrados e machistas. A atitude de mulheres como Daiane, que disse “não” no altar após perceber a incompatibilidade, é celebrada como um ato de empoderamento e autoconhecimento. A série, portanto, serve como um alerta e uma ferramenta para a conscientização sobre relacionamentos saudáveis e a importância de se reconhecer e valorizar o próprio espaço em uma relação.