Quem fala sobre o assunto é o professor Luiz Puntel na coluna ‘Oficina de Palavras’
O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, inspirou diversas postagens nas redes sociais. Uma delas, em especial, chamou a atenção do professor Luiz Puntel, que a analisou em sua Oficina de Palavras.
O que as mulheres querem?
A postagem em questão trazia a frase: “Em vez de me dar parabéns, não me chame de louca durante uma discussão”. Puntel destaca a ressonância dessa afirmação com a realidade de muitas mulheres, que frequentemente enfrentam a desconsideração de suas opiniões em debates. Ele compartilha sua própria experiência, admitindo momentos de deselegância em discussões e a importância de aprender a ouvir e respeitar as mulheres.
Tarefas domésticas e respeito
Outro ponto levantado na postagem original era a expectativa de que as mulheres não devam ter que pedir ajuda nas tarefas domésticas. Puntel, que colabora ativamente nas tarefas de casa, relata sua experiência e o contraste entre os elogios da esposa e as críticas de quem prefere o conforto do sofá após as refeições. Ele ressalta a importância da colaboração em casa e a necessidade de romper com os papéis de gênero tradicionais.
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Respeito e escuta
A postagem também criticava piadas machistas e o “mansplaining” – quando homens explicam algo para mulheres, mesmo que elas já entendam do assunto. Puntel, com sua experiência de vida e profissional, reforça a importância do respeito à inteligência e à capacidade das mulheres. Ele cita um episódio em que quase discutiu com sua irmã, uma especialista em saúde, ao tentar dar uma opinião sobre o assunto. A mensagem é clara: é preciso ouvir e valorizar a perspectiva feminina.
Por fim, o professor compartilha uma última postagem que afirmava: “As mulheres têm razão 364 dias por ano”. Embora inicialmente tenha achado a afirmação estranha, Puntel reconhece que a intenção era provocar uma reflexão sobre a importância de não interromper as mulheres durante uma conversa. A experiência o levou a uma autocrítica, admitindo que ele mesmo, professor de português e interpretação de textos, caiu na provocação. A mensagem final é um apelo à reflexão e à prática do respeito mútuo nas relações interpessoais.