Comissão técnica e 16 jogadores entraram na Justiça contra o clube pelo não pagamento de dois salários e meio e benefícios
A temporada de 2016 da Série A2 do Campeonato Paulista, que foi considerada histórica para o Batatais, ainda ecoa nos bastidores do clube. Uma ação judicial movida por ex-jogadores e membros da comissão técnica reacende discussões sobre direitos trabalhistas não cumpridos.
Ação Judicial e Reivindicações
Cerca de 23 profissionais, incluindo atletas e integrantes da comissão técnica, recorreram à justiça através do Departamento Jurídico do Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo. A principal alegação é o não pagamento de salários, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), 13º salário e férias proporcionais.
Segundo Felipe Rino, advogado que representa os atletas, a decisão de buscar a via judicial foi motivada pela falta de diálogo com a diretoria do Batatais. Os profissionais alegam que não receberam os salários referentes aos meses de fevereiro, março, abril e os primeiros dias de maio, período em que seus contratos estavam vigentes. Além disso, as férias proporcionais e o 13º salário também não foram pagos.
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Impacto Financeiro e Possíveis Sanções
Após um prazo concedido ao clube para quitar os débitos, sem sucesso, a situação se agravou. Felipe Rino estima que, caso o Batatais perca as ações, a dívida total pode chegar a aproximadamente R$ 1 milhão. Esse valor inclui não apenas os salários atrasados, mas também multas previstas na legislação trabalhista, como as do artigo 467 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e do artigo 477 da CLT, que tratam de pagamentos rescisórios em atraso.
Repercussões e Próximos Passos
Apesar do impacto negativo, o Batatais não corre risco de perder pontos no campeonato atual, já que a denúncia por atraso salarial só pode ser feita durante a competição. A CBN Ribeirão tentou contato com a diretoria do Batatais para obter um posicionamento, mas não obteve sucesso. As audiências referentes ao caso estão agendadas para o dia 4 de outubro.
O caso levanta questões importantes sobre a gestão financeira dos clubes e o cumprimento dos direitos trabalhistas dos atletas, mesmo em competições de menor expressão.



