Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Danielle Zeoti
Neste feriado de Páscoa, em meio às celebrações da ressurreição, é importante refletir também sobre a valorização da vida. Recentemente, uma série na Netflix que aborda o suicídio de uma adolescente tem gerado debates nas redes sociais e aumentado a procura por ajuda em centros de valorização da vida (CVVs).
O Suicídio como Problema de Saúde Pública
A série, que retrata de forma realista o bullying e outros desafios da adolescência, tem se mostrado um catalisador para a prevenção do suicídio. A especialista Daniela Zeote destaca a importância de se falar abertamente sobre o tema, contrariando a crença de que discutir suicídio pode estimulá-lo. Pelo contrário, abrir o debate e buscar ajuda profissional são cruciais.
A Importância do Diálogo e da Observação
A série tem impulsionado a busca por ajuda em serviços como o CVV, registrando um aumento significativo nas solicitações. Daniela enfatiza a necessidade de pais, educadores e adolescentes conversarem abertamente sobre o assunto, sem medo ou tabus. A observação de mudanças abruptas no comportamento dos adolescentes – isolamento, queda no desempenho escolar, alterações no sono e apetite – é fundamental para identificar possíveis sinais de alerta.
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Prevenção e Busca por Ajuda
A especialista reforça que o suicídio é um adoecimento mental que precisa ser tratado com respeito e seriedade. É crucial desmistificar o tema, conscientizar a população e incentivar a busca por ajuda profissional. Pais e educadores devem estar atentos aos sinais e sintomas, promovendo um ambiente de diálogo aberto e acolhedor para os adolescentes. A ajuda está disponível, e falar sobre o assunto é o primeiro passo para a prevenção.