Na A2, Batatais caiu e Sertãozinho perdeu a vaga; na A3, Barretos, Velo Clube e São Carlos seguem na luta pelo acesso
Neste fim de semana, a Série A3 do Campeonato Paulista definiu seus classificados e rebaixados, trazendo resultados surpreendentes e preocupantes para o futebol interiorano.
Rebaixados da Série A3: um adeus a times tradicionais
O rebaixamento da Série A3 impactou times históricos do interior paulista. Equipes como Rio Branco de Americana (20 pontos, 15º lugar), Marília (20 pontos, 16º lugar), e União Barbarense (17 pontos, 17º lugar), além de outros clubes tradicionais como Mogi Mirim (7 pontos), Matonense (11 pontos) e Mantegueira (12 pontos), foram relegadas à última divisão. A queda desses times levanta preocupações sobre a saúde financeira e a sustentabilidade do futebol em cidades médias.
Classificados da Série A3: novas esperanças
Por outro lado, a Série A3 também revelou novos protagonistas. Equipes como Portuguesa Santista, Capivariano, Atibaia, Desportivo Brasil, Barretos, Noroeste, Velo Clube e São Carlos garantiram vaga na próxima fase. Os confrontos serão definidos em mata-mata, com o primeiro colocado enfrentando o oitavo, e assim por diante. Apenas dois desses times conseguirão o acesso à Série A2.
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O futuro incerto dos clubes e o panorama do futebol interiorano
A situação financeira de alguns clubes é bastante delicada. O Grêmio Osasco Audax, rebaixado da Série A2 para a A3, e o próprio Grêmio Osasco, que permaneceu na A3, pertencem ao mesmo grupo de empresários, correndo o risco de extinção de uma das equipes. Essa possibilidade abriria espaço para o terceiro colocado da Série A2 subir. A situação de times como Rio Branco, Marília e outros rebaixados é preocupante, com a possibilidade de fechamento dos clubes. A queda desses times tradicionais reflete uma crise mais ampla no futebol do interior, com falta de investimento e estrutura em cidades como Americana, Marília e Santa Bárbara d’Oeste, que possuem populações significativas. Clubes históricos como América de São José do Rio Preto e XV de Jaú disputam a quarta divisão, demonstrando a gravidade da situação. A falta de atratividade da Copa Paulista, com poucas vagas na Copa do Brasil e Série D, também contribui para o declínio de equipes menores. A tendência, infelizmente, é de que mais clubes sofram com a falta de recursos e desapareçam do cenário futebolístico.


