Ribeirão Preto tem saldo positivo pelo CAGED, assim como Franca, que lidera o ranking de contratações do Brasil
Franca e Ribeirão Preto demonstram recuperação no mercado de trabalho em maio, enquanto Sertãozinho enfrenta dificuldades.
Franca: Crescimento expressivo na geração de empregos
Franca obteve um resultado excepcional na geração de empregos em maio, com 4.409 admissões contra 3.689 demissões, um saldo positivo de 720 novas vagas. O setor agropecuário, especialmente a extração vegetal, foi o grande impulsionador desse crescimento, com a criação de 367 novas vagas. Apesar do destaque positivo, o setor comercial registrou uma variação negativa de 17 vagas. A cidade se manteve líder nacional em contratações nos últimos cinco meses, um feito atribuído pelos especialistas aos avanços do setor calçadista.
Ribeirão Preto: Recuperação gradual, refletindo a tendência nacional
Ribeirão Preto também apresentou números positivos em maio, com 7.225 contratações e 7.189 demissões, resultando em um saldo positivo de 36 novas vagas. O setor de serviços contribuiu significativamente, com 296 novas vagas, enquanto o comércio registrou 101 demissões. Para o economista Edgar Montfort Merlo, os resultados de Ribeirão Preto refletem uma recuperação gradual da economia nacional, embora lenta.
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Sertãozinho: Desempenho negativo e desafios no setor industrial
Em contraste com Franca e Ribeirão Preto, Sertãozinho registrou desempenho negativo na geração de empregos em maio, com um saldo negativo de 579 vagas (1.270 contratações e 1.849 demissões). A construção civil se manteve fora da zona de risco, mas com apenas 6 vagas criadas. O setor industrial, especialmente o de transformação, foi o mais afetado, com o fechamento de 886 postos de trabalho. A dependência da cidade da indústria de álcool e açúcar, com perspectivas de venda pouco otimistas para o etanol, é apontada como um dos principais fatores para esse cenário negativo. A recuperação do setor depende de maior acesso ao crédito e de melhores perspectivas de preços para o açúcar e o álcool.
O economista Edgar Montfort Merlo destaca que a recuperação do emprego é um processo lento em tempos de crise, e por isso, grandes avanços não são esperados imediatamente. A situação demonstra a heterogeneidade da recuperação econômica na região, com algumas cidades apresentando crescimento significativo enquanto outras enfrentam dificuldades.



