Uma das metas do projeto é reduzir a emissão de gases na atmosfera que causam o efeito estufa
Em evento realizado na manhã desta quinta-feira, no auditório da Canoeste em Sertãozinho, produtores de cana-de-açúcar e equipes técnicas de usinas se reuniram para discutir o Renovabio, programa nacional que visa ampliar a participação de biocombustíveis na matriz de transportes brasileira.
Objetivo do Renovabio
Criado para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e atender às metas brasileiras assumidas no Acordo de Paris, o Renovabio também busca garantir segurança energética, gerar empregos e renda no campo, além de promover a preservação ambiental no setor sucroenergético. O programa incentiva a produção de diversos biocombustíveis, como etanol, biodiesel e biogás.
Certificação e Impactos
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) criou um certificado de descarbonização baseado em critérios que analisam todo o processo produtivo das usinas, da utilização de fertilizantes à preservação de matas. A avaliação será realizada a cada três anos. Segundo o diretor da ANP, Aurílio Amaral, quanto mais sustentável a produção, melhor a nota obtida, gerando mais créditos de descarbonização (CBIOs) que poderão ser comercializados pelas distribuidoras, cumprindo suas metas individuais. As usinas têm até o fim do ano para se certificar, com o programa entrando em vigor a partir de 2024. O diretor da ANP destaca a maior autonomia do Brasil em relação ao mercado externo, estimulada pelo aumento da produção de biocombustíveis.
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Benefícios e Perspectivas
Luciano Rodrigues, gerente de economia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), aponta os benefícios econômicos do programa para o setor. Atualmente, 17% da energia consumida no país provém do setor sucroenergético. O Renovabio garante a segurança do setor agrícola, abrangendo etanol, bioeletricidade, biodiesel e outros biocombustíveis. O programa contribui para o cumprimento da NDC brasileira (Contribuição Nacionalmente Determinada) no Acordo de Paris, com a meta de redução de 10% na intensidade de carbono no setor de transportes nos próximos 10 anos.



