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Serviço de Abordagem Social orienta motoristas a não doarem dinheiro nos semáforos

É comum nos pontos de maior fluxo de carros a abordagem de pedintes; cerca de 1000 pessoas estão em condição de rua na cidade
Abordagem Social motoristas
É comum nos pontos de maior fluxo de carros a abordagem de pedintes; cerca de 1000 pessoas estão em condição de rua na cidade

É comum nos pontos de maior fluxo de carros a abordagem de pedintes; cerca de 1000 pessoas estão em condição de rua na cidade

Nas ruas da zona sul de Ribeirão Preto, entre as avenidas João Fiusa e Presidente Vargas, moradores em situação de rua utilizam cartazes para pedir ajuda financeira para comprar comida. A cena comovente com frases como “estou passando fome” comove muitos motoristas, que oferecem algumas moedas. Porém, essa prática, segundo especialistas, pode não ser a solução mais eficaz.

Ajuda que atrapalha?

Isaías Cruz de Oliveira, coordenador do Serviço de Abordagem Social (SEA) da Prefeitura de Ribeirão Preto, afirma que a contribuição em dinheiro pode ser mais prejudicial do que benéfica. Ele explica que, para muitos moradores de rua, principalmente usuários de álcool e drogas, o dinheiro recebido serve para manter o vício, dificultando a saída das ruas. A prefeitura estima que cerca de mil pessoas vivam em situação de rua na cidade.

Programas sociais e baixa adesão

A Secretaria de Assistência Social desenvolve programas para ajudar essas pessoas, mas a adesão é baixa. Em um ano e meio, quase 7 mil abordagens foram feitas, mas apenas cerca de 2.800 pessoas aceitaram participar dos programas. O coordenador do SEA relata casos de pessoas que recusaram ajuda mais de 40 vezes. A prefeitura oferece casas de passagem (com capacidade para 140 pessoas), o Centro POP (centro de atendimento especializado) e um programa de retorno à cidade natal (recambiamento), mas a adesão continua sendo um desafio. Mesmo que todos aceitassem a ajuda, a prefeitura não teria capacidade de abrigar todos.

Para o sociólogo Baldo Silveira, a solução para o problema requer a união do poder público e da sociedade. Ele critica a falta de clareza sobre as ações da prefeitura e a necessidade de ir além de ações paliativas, oferecendo emprego e trabalho como forma de sustento. A sociedade precisa reconhecer a dimensão do problema e se envolver na busca por soluções efetivas. O telefone 161 está disponível para quem deseja ajudar ou solicitar ajuda para pessoas em situação de rua.

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