Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
A cidade de Nuporanga, com seus 7 mil habitantes, enfrenta um período de instabilidade devido a um impasse entre a prefeitura e a Câmara Municipal. A disputa gira em torno do orçamento municipal para 2015, com consequências diretas para a população.
Rejeição do Orçamento e Alegações dos Vereadores
Seis dos nove vereadores da cidade rejeitaram o orçamento proposto, no valor de R$ 36,326 milhões. A alegação principal é que esse montante é superior ao valor estabelecido na lei orçamentária previamente votada na Câmara. O vereador Adriano José Janolho explicou que o orçamento apresentado era incompatível com a legislação existente, que previa um valor de R$ 26 milhões. Segundo ele, essa discrepância impossibilitou a aprovação do novo orçamento.
Posicionamento do Prefeito e Consequências para a População
O prefeito Gabriel Melo de Souza discorda da postura dos vereadores. Ele argumenta que, caso identificassem alguma irregularidade, os vereadores deveriam ter solicitado um prazo para apresentar emendas ao orçamento. Enquanto a disputa persiste, os moradores de Nuporanga sofrem com a falta de serviços essenciais. Ambulâncias estão indisponíveis, a coleta de lixo foi interrompida, a assistência social está comprometida e a distribuição de medicamentos foi suspensa.
Responsabilidades e Implicações Legais
A vereadora Marisa Fernandes, em declaração à Rádio CBN Ribeirão, afirmou que a responsabilidade pela situação recai sobre o prefeito, e não sobre os vereadores. Ela alega possuir documentos que comprovam essa responsabilidade, baseando-se em artigos de lei. A população de Nuporanga aguarda uma resolução rápida para que os serviços essenciais sejam restabelecidos.
A situação exige uma solução imediata para minimizar os impactos negativos na vida dos cidadãos.



