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Servidora municipal é suspeita de apropriar R$ 20 mil em IPTU

Contribuintes de Santa Rosa de Viterbo dizem que foram vítimas de golpes; Prefeitura afastou funcionária
apropriar R$ 20 mil IPTU
Contribuintes de Santa Rosa de Viterbo dizem que foram vítimas de golpes; Prefeitura afastou funcionária

Contribuintes de Santa Rosa de Viterbo dizem que foram vítimas de golpes; Prefeitura afastou funcionária

Um escândalo de desvio de dinheiro público abala a cidade de Santa Rosa de Viterbo, com uma funcionária pública sendo acusada de se apropriar indevidamente de R$20 mil em taxas de IPTU. A Polícia Civil investiga o caso como peculato, enquanto a prefeitura afasta a servidora e inicia um processo administrativo.

A Denúncia e a Investigação

A fraude veio à tona após um empresário, Dalton Takaioto Shigaki, desconfiar de um depósito de R$4.700 em uma conta particular, referente ao pagamento de seu IPTU. O gerente do banco o alertou sobre a irregularidade, levando à descoberta de que o cheque estava sendo depositado na conta da funcionária da prefeitura.

Outra contribuinte, a estudante Flávia Helena da Silva, também relatou ter sido lesada. Ela aceitou a proposta da funcionária de pagar R$3 mil para quitar uma dívida de R$8 mil de IPTU, mas após o pagamento, a servidora desapareceu, deixando a dívida pendente.

Medidas da Prefeitura e da Polícia Civil

A prefeitura de Santa Rosa de Viterbo agiu rapidamente, afastando a funcionária do setor tributário e instaurando um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta. Segundo Paulo César dos Anjos, presidente da Comissão de Sindicância e Processos Administrativos, a suspeita ficará afastada por 60 dias, podendo até ser demitida por justa causa.

A Polícia Civil, sob o comando do delegado Alberto Gonínez Jr., abriu cinco inquéritos para investigar as denúncias. As vítimas foram ouvidas, e os documentos de quitação do imposto foram apreendidos. A funcionária será indiciada por peculato, crime com pena que varia de dois a 12 anos de prisão.

A Defesa da Funcionária

O advogado da funcionária, Diego Henrique da Silva, alega que ela apenas atendeu a um pedido de um contribuinte e fez a gentileza de buscar o cheque em seu estabelecimento. Ele afirma que a funcionária depositou o cheque em sua conta aguardando a compensação para recolher os tributos, e que está assustada com a situação.

O caso segue em investigação, com a prefeitura e a polícia buscando esclarecer os fatos e responsabilizar os culpados. O setor de tributação reforça que a conduta correta é emitir um boleto atualizado e orientar o contribuinte a pagar em uma agência bancária.

O episódio levanta questões sobre a segurança e a transparência na gestão dos tributos municipais.

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