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Servidores de ala do HC Ribeirão fazem paralisação

Delegada do sindicato, Raquel Fogaça falou à CBN Ribeirão
Servidores de ala do HC Ribeirão
Delegada do sindicato, Raquel Fogaça falou à CBN Ribeirão

Delegada do sindicato, Raquel Fogaça falou à CBN Ribeirão

O governo estadual aprovou um projeto que amplia a jornada de 30 horas semanais para a maior parte dos servidores das unidades de saúde, numa medida que busca uniformizar condições de trabalho e elevar a qualidade do atendimento à população. Segundo o texto aprovado, a redução da carga horária será implementada sem redução salarial e passa a valer para todo o estado, embora já estivesse em vigor em algumas instituições.

Ampliação da jornada de 30 horas

A expansão da jornada reduzida foi formalizada pelo estado com o objetivo de padronizar regimes de trabalho entre as unidades de saúde. A mudança foi apresentada como uma forma de valorizar profissionais e melhorar os serviços prestados aos pacientes, mantendo o vencimento dos servidores afetados. Ainda não há, no texto público, cronograma detalhado de implementação para todas as categorias e locais.

Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e paralisação

Apesar da regulamentação estadual, o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto deixou parte de seus setores fora da jornada de 30 horas. Oficiais administrativos, auxiliares de serviço que não atuam diretamente na área-fim, além de frações do corpo médico e de enfermagem, continuam fora da extensão do regime reduzido. A exclusão motivou uma paralisação recente de trabalhadores administrativos, que reivindicam a inclusão plena.

Representantes da categoria afirmam que a ausência desses profissionais compromete o atendimento, já que funções administrativas garantem o funcionamento das rotinas hospitalares. “Se o trabalhador não é valorizado, em algum momento o paciente está sendo prejudicado diariamente com a condição que a instituição se encontra no momento”, disse um integrante do movimento, em declaração sobre os efeitos da medida parcial.

Reivindicações e negociações em aberto

Os servidores pedem que a regulamentação contemple tanto a área-fim quanto as funções de suporte, argumentando que a inclusão de todas as categorias é essencial para um serviço público de saúde mais eficiente e humanizado. A paralisação provocou atrasos e reorganização de atendimentos, segundo relatos de funcionários, ressaltando a importância do suporte administrativo para a continuidade dos serviços médicos e assistenciais.

Fica em aberto a expectativa por negociações entre a administração do hospital, o governo estadual e os representantes dos servidores para definir um cronograma de inclusão que minimize riscos ao atendimento e atenda às demandas dos trabalhadores. A alternativa apresentada pelos representantes exige que alterações no regime remuneratório e de jornada sejam acompanhadas de planejamento que preserve a operação dos serviços de saúde.

Aguardam-se próximos passos formais que conciliem a extensão da jornada reduzida com a necessidade de manter a rotina de atendimento e a estabilidade operacional das unidades de saúde.

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