Paralisação terminou mesmo sem o reajuste de 11% reivindicado pelo grupo devido a recomendação do Ministério Público
Após quase um mês de paralisação, os servidores municipais de Pontau decidiram encerrar a greve e retornar ao trabalho imediatamente. A decisão ocorre sem que o reajuste salarial de 11%, principal reivindicação da categoria, tenha sido atendido.
Recomendação do Ministério Público e Mediação Sem Acordo
O fim da greve foi recomendado pelo Ministério Público, após uma tentativa de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na segunda-feira que não resultou em acordo. O dissídio coletivo segue agora para julgamento, com data ainda a ser definida.
Reivindicações e Contraproposta da Prefeitura
De acordo com o sindicato, cerca de 300 servidores públicos aderiram à greve desde 22 de março. O grupo reivindica um aumento de aproximadamente 11% nos salários e no vale-alimentação, buscando repor as perdas inflacionárias do último ano. Rafael Moreira Ribeiro, delegado sindical, explicou que o percentual corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado entre abril do ano passado e março deste ano.
Leia também
A prefeitura, por sua vez, ofereceu um reajuste de 3%, alegando que a situação financeira do município não permite conceder o aumento exigido pela categoria. A administração municipal argumenta que os gastos com pessoal já atingiram o limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Próximos Passos
Embora o retorno ao trabalho represente um alívio para a população, a questão salarial permanece sem solução imediata. O julgamento do dissídio coletivo no TRT será crucial para determinar o futuro da relação entre os servidores e a administração municipal.
O retorno às atividades marca uma nova fase nas negociações, com a expectativa de que o diálogo possa ser retomado em busca de uma solução que atenda aos interesses de ambas as partes.



