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Servidores do INSS fazem greve há quase dois meses

Paralisação começou dia 7 de junho; peritos devem interromper o serviço na sexta-feira
Servidores do INSS em greve
Paralisação começou dia 7 de junho; peritos devem interromper o serviço na sexta-feira

Paralisação começou dia 7 de junho; peritos devem interromper o serviço na sexta-feira

A greve dos servidores do INSS se aproxima de dois meses, impactando diretamente aqueles que dependem dos benefícios do instituto. Paralelamente, a paralisação de atendimentos no hospital Beneficência Portuguesa agrava ainda mais a situação da saúde na região.

Impacto da Greve do INSS nos Beneficiários

A greve dos servidores do INSS, prestes a completar dois meses, intensificou-se com a adesão dos peritos, resultando na interrupção de serviços essenciais. Em Ribeirão Preto, a costureira Dulce, que necessitava de perícia médica após uma cirurgia para prorrogar seu afastamento, não conseguiu atendimento. Sua situação é emblemática: sem o benefício e impossibilitada de trabalhar devido às dores, ela enfrenta dificuldades financeiras e de saúde. A demora para agendar perícias, que já chegava a 80 dias, atrásra se agrava, impactando também pedidos de aposentadoria.

Paralisação no Hospital Beneficência Portuguesa

Além dos problemas no INSS, o hospital Beneficência Portuguesa enfrenta uma paralisação nos atendimentos ambulatoriais e cirúrgicos devido a atrasos nos repasses da prefeitura. Pacientes como Maria Eugênia da Silva, que necessitava de uma biópsia intestinal, foram prejudicados. Após três dias de preparo, incluindo jejum, ela foi informada da suspensão do atendimento. A diretoria do hospital não se pronunciou, mas um funcionário informou que 536 pessoas tiveram atendimento recusado desde o início da paralisação. A prefeitura alega um atraso de R$ 1,5 milhão, enquanto o hospital afirma que o valor é de R$ 2 milhões. A expectativa é que a situação se normalize após o dia 8, data em que a prefeitura prometeu regularizar os repasses.

Reivindicações e Perspectivas

O impasse entre os servidores do INSS e o governo persiste em relação ao reajuste salarial, com os servidores buscando um aumento de 27% e o governo oferecendo 21,3% parcelado em quatro anos. A categoria busca negociação direta com o governo, mas sem sucesso até o momento. A suspensão das perícias médicas afeta diretamente quem precisa retornar ao trabalho ou prorrogar o afastamento, impactando salários e benefícios previdenciários. A previsão é que os atendimentos sejam normalizados apenas no próximo ano. No caso do hospital Beneficência Portuguesa, o Ministério Público foi acionado para investigar os atrasos nos repasses da prefeitura.

Diante desse cenário, a população enfrenta dificuldades tanto no acesso aos benefícios previdenciários quanto aos serviços de saúde, evidenciando a necessidade de soluções urgentes para resolver os impasses e garantir o atendimento àqueles que dependem desses serviços.

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