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Servidores manifestam contra contratação de comissionados

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Desde as 6h30 desta manhã, servidores municipais de Ribeirão Preto realizam um protesto em frente ao Palácio Rio Branco contra a manutenção de cargos comissionados sem vínculo efetivo na administração. Batizado Manifesto contra Sangue-Sugas, o ato reúne profissionais que classificam essas nomeações como fruto de indicações políticas e pedem a eliminação das funções que, segundo a categoria, oneram o serviço público.

Motivos do protesto e reivindicações

Segundo Wagner Rodrigues, representante dos servidores, os chamados “sangue-sugas” são cargos comissionados ocupados por indicados politicamente, sem vínculo efetivo com o serviço público. A categoria exige a demissão desses postos e aponta como base legal o decreto nº 256, de setembro de 2013, que regulamenta a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os manifestantes dizem que a redução desses cargos é necessária para controlar gastos e dar prioridade a serviços essenciais.

Ato simbólico e canal de denúncias

Durante a mobilização, os servidores montaram uma piscina simbólica com figuras que representam sanguessugas, em alusão aos cargos sem vínculo. Foi instalada também uma central de denúncias com o telefone do sindicato (3977-8100) e celulares de diretores para que moradores relatem indicações consideradas irregulares. A cada denúncia registrada, os organizadores inflavam uma bexiga rosa, símbolo usado para numerar os casos apontados pela categoria.

Negociações salariais, acompanhamento das salas de aula e posição da prefeitura

Além das reivindicações sobre cargos comissionados, o sindicato negocia um reajuste salarial de 16%, argumentando que o aumento é compatível com o crescimento do orçamento municipal e com a inflação. Foi criada uma comissão formada por representantes do sindicato, do Centro do Professorado e do governo municipal para acompanhar a situação das salas de aula, com atenção à superlotação e à falta de professores; o objetivo declarado é garantir o limite máximo de 25 alunos por turma, conforme determinação do Conselho Municipal de Educação.

A Prefeitura de Ribeirão Preto, em nota oficial, negou contratações recentes de novos cargos comissionados e citou o decreto nº 266 e a Lei de Responsabilidade Fiscal como limites às nomeações. A administração municipal citou como exemplo a saída da diretora Roberta Galvão, cujo cargo não foi substituído, e a acumulação de suas atribuições por outra diretora da Secretaria de Cultura como demonstração de que não houve aumento na folha de comissionados.

O protesto segue mobilizando servidores e abrindo espaço para denúncias e negociações, enquanto representantes das partes afirmam que acompanharão os desdobramentos.

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