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Servidores Municipais de Ribeirão Preto e mais duas cidades fazem greve por aumento salarial

Ouça a primeira parte da retrospectiva de política, com Réger Sena
Servidores Municipais Ribeirão Preto
Ouça a primeira parte da retrospectiva de política, com Réger Sena

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Disputas salariais entre sindicatos e prefeituras marcaram o cenário de diversas cidades no interior paulista. Em Franca, Sertãozinho e Ribeirão Preto, servidores públicos cruzaram os braços em busca de melhores condições de trabalho e reajustes salariais.

Franca: Impasse no TRT e Greve Prolongada

Em Franca, a insatisfação dos servidores municipais com a proposta de reajuste salarial da prefeitura levou o sindicato da categoria a recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em Campinas. A proposta inicial da prefeitura, que incluía um reajuste de 7,68% (referente à reposição inflacionária), R$ 260 de vale-alimentação e R$ 232 de abono escolar, não foi bem recebida pelos servidores, que buscavam um reajuste de 15%, além de outros benefícios. A falta de acordo resultou em uma greve que durou quase 50 dias, com adesão de cerca de 2 mil funcionários.

Sertãozinho: Acordo Após Paralisação

Em Sertãozinho, a situação foi semelhante. A greve teve início após os servidores rejeitarem a proposta inicial da prefeitura, que oferecia um reajuste de 7,23% ao longo do ano. Os grevistas reivindicavam 9,67% de reajuste, mais 2% de aumento real. Após dois dias de paralisação, os servidores acabaram aceitando uma contraproposta de 7,6% de reajuste salarial. Apesar de não ser o ideal, o sindicato comemorou o acordo e o fim da paralisação.

Ribeirão Preto: Invasão e Tensão

Em Ribeirão Preto, a greve por reajuste salarial terminou após 12 dias, em um clima de tensão. Grevistas chegaram a invadir o Palácio Rio Branco, sede da prefeitura, durante uma reunião sobre o aumento salarial. O sindicato dos trabalhadores, que pedia 13,11% de reajuste, acabou aceitando 6,23% propostos pela prefeita. Além disso, os servidores também protestaram contra a suspensão do pagamento da parcela antecipada do 13º salário, alegando problemas financeiros por parte da prefeitura.

Embora cada caso tenha suas particularidades, um ponto em comum permeou as negociações: a alegação das prefeituras de dificuldades financeiras para atender às demandas dos servidores. As paralisações, por sua vez, demonstraram a força da mobilização sindical em busca de melhores condições de trabalho e valorização dos servidores públicos.

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