Trabalhadores negociam reajuste salarial com a Prefeitura; funcionários estão em greve desde a última terça-feira (10)
A greve dos servidores municipais de Ribeirão Preto continua sem solução. Apesar da proposta de reajuste salarial de 2,6% oferecida pela prefeitura, os servidores rejeitaram a oferta e mantiveram a paralisação.
Manifestação e reivindicações
Na segunda-feira, cerca de 200 servidores realizaram um protesto em frente ao Palácio Rio Branco, seguindo em passeata até a unidade do Daerp. Os manifestantes reivindicam não apenas um aumento salarial, mas também melhorias na estrutura e nos investimentos em setores como a educação. A professora Camila Brito destaca a falta de investimentos na educação, afirmando que a luta é por um serviço público de qualidade, afetado pelo sucateamento do governo. O professor Marcelo Gonçalves corrobora, apontando a falta de estrutura nas escolas como comprometedora da qualidade do ensino. A agente de endemias Roseli Ribeiro de Lima, servidora há 15 anos, critica a falta de diálogo e aproximação do governo municipal com os servidores.
Impasse e busca por negociação
A paralisação segue por tempo indeterminado. O presidente do sindicato, Laerte Carlos Augusto, afirma que a expectativa é por uma nova conversa com a prefeitura para buscar um acordo. A prefeitura, por sua vez, obteve liminares na justiça que impedem a paralisação em setores como saúde, educação, assistência e Daerp, sob pena de multa diária de R$ 20 mil. O sindicato recorre da decisão, afirmando que a greve é um direito dos trabalhadores.
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O impasse entre a prefeitura e os servidores municipais de Ribeirão Preto demonstra a necessidade de um diálogo mais efetivo para atender às demandas da categoria e garantir a qualidade dos serviços públicos. A busca por um consenso que atenda às necessidades de ambas as partes é fundamental para a resolução do conflito.



