Caso não haja um acordo entre o Sindicato e a Prefeitura, uma paralisação não está descartada para a próxima semana
Servidores municipais de Ribeirão Preto se mobilizam em busca de reajuste salarial
Pressão por reajuste
O Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto intensifica a pressão sobre a prefeitura para garantir um reajuste salarial. Após o prefeito Arte de Nogueira afirmar que não há condições para reajuste neste ano, os servidores se mobilizam com visitas às secretarias, assembleias e protestos em frente ao Palácio Rio Branco. A principal reivindicação é um aumento que compense a inflação, estimada em cerca de 3%.
Ameaça de greve
O vice-presidente do sindicato, professor Donizetti Barbosa, afirma que a negativa do prefeito pode levar a uma greve geral a partir da semana que vem. Ele destaca a obrigatoriedade constitucional de correção salarial pelo menos de acordo com a inflação. A prefeitura, por sua vez, alega manter o diálogo aberto, mas afirma que os setores da administração se posicionaram contra o reajuste de 5,48% proposto pelo sindicato.
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Impasse e próximos passos
A prefeitura justifica sua negativa com base na Lei de Responsabilidade Fiscal, prometendo apresentar publicamente os dados que embasam sua decisão. O sindicato, que entregou sua pauta de reivindicações em fevereiro, argumenta que o congelamento salarial contraria a lei orgânica do município e a Constituição Federal. A busca por um acordo que atenda tanto aos servidores quanto à administração municipal continua, com a possibilidade de uma greve caso não haja avanços nas negociações.



