Trabalhadores estão em greve há uma semana por falta de acordo com a Prefeitura em relação ao aumento salarial da categoria
Servidores Municipais de Ribeirão Preto Mantêm Greve
A greve dos servidores municipais de Ribeirão Preto completa uma semana sem acordo entre a prefeitura e o sindicato. O principal ponto de discórdia é o reajuste salarial: o sindicato reivindica 10,8%, incluindo o vale alimentação e a cesta básica, enquanto a prefeitura ofereceu propostas de 1,81% e 2,6%. Apesar de duas reuniões, nenhuma negociação avançou até o momento.
Manifestações e Impasse nas Negociações
A paralisação afeta diversos setores, embora uma liminar judicial impeça a greve em áreas essenciais como saúde, educação e assistência social. O sindicato, no entanto, recorrerá da decisão. Ontem, em assembleia, os servidores decidiram manter a greve, com mais de 200 pessoas se manifestando em frente à Secretaria da Educação no Morro São Bento. Há divergências quanto ao número de servidores em greve: o sindicato afirma que mais de 50% aderiram, enquanto a prefeitura estima pouco mais de 10%. Um novo protesto está previsto para o Palácio Rio Grande, sede da prefeitura.
Desdobramentos e Perspectivas
O presidente do sindicato, Carlos Laerte Augusto, destaca que as reivindicações vão além do reajuste salarial, incluindo melhorias nas condições de trabalho em diversas secretarias. Um diretor do sindicato reforça a necessidade de melhores condições para garantir um serviço de qualidade à população. Enquanto isso, ambulantes aproveitam a situação, com relatos de um pipoqueiro vendendo mais de 300 saquinhos de pipoca diariamente durante os protestos. A prefeitura divulgou uma nota informando adesão de 8,9% dos servidores à greve, com percentuais menores em setores como saúde (menos de 5,78%) e assistência social (menos de 10%). A adesão na educação foi estimada em 19%, e na educação infantil, 15%. A situação permanece em aberto, com a continuidade dos protestos e a expectativa por novas negociações.
A greve segue impactando Ribeirão Preto, com manifestações e divergências de informações sobre a adesão dos servidores. A busca por um acordo entre o sindicato e a prefeitura permanece como foco central da situação.



