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Servidores rejeitam proposta da Prefeitura e continuam em greve

Reunião do Sindicato que decidiu continuidade das paralisações foi marcada por discussões e desentendimentos
greve de servidores
Reunião do Sindicato que decidiu continuidade das paralisações foi marcada por discussões e desentendimentos

Reunião do Sindicato que decidiu continuidade das paralisações foi marcada por discussões e desentendimentos

Após assembleia tumultuada, servidores decidem retomar greve, mas dúvidas persistem

Rejeição da proposta e confusão generalizada

A assembleia do sindicato dos servidores municipais, realizada na noite de ontem, terminou em polêmica e com muitos servidores sem saber ao certo qual o rumo da greve. A proposta do governo de um reajuste de 4,69% em duas parcelas foi rejeitada em votação, levando à decisão de retomada da paralisação, suspensa em alguns setores por determinação judicial. A falta de clareza na comunicação gerou protestos e confusão entre os presentes, com xingamentos direcionados à diretoria do sindicato.

Divergências sobre a adesão à greve e novas assembleias

A principal fonte de discórdia residiu na definição de quais setores retornariam à greve. Funcionários da educação e do departamento de ERP (Enterprise Resource Planning) se manifestaram, divididos entre a adesão total à paralisação, desconsiderando as liminares judiciais, e a manutenção dos trabalhos apenas nos departamentos com decisões judiciais favoráveis. A falta de consenso levou muitos servidores a deixarem a assembleia sem informações precisas, gerando frustração e reclamações, como a de João Moraes, funcionário da saúde, que relatou sair com um sentimento de derrota.

Impasse e incertezas para o futuro

A incerteza se estendeu até mesmo ao presidente do sindicato, Laerte Carlos Augusto, que, ao final da assembleia, demonstrou hesitação ao ser questionado sobre quais departamentos retornariam à greve hoje. Ele afirmou que a decisão seria tomada na manhã seguinte, após avaliação das dificuldades de cumprir as liminares e buscando auxílio da prefeitura para organizar melhor as escalas de trabalho. A greve completa 21 dias e o sindicato pretende remarcar a audiência de conciliação cancelada ontem. O clima de incerteza e insatisfação prevaleceu entre os servidores, com muitos se sentindo desamparados pela falta de clareza e comunicação por parte da direção do sindicato.

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