Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Caetano Cury
Servidores da Guarda Civil Municipal de Ribeirão Preto se reuniram no Palácio Rio Branco para apresentar uma série de reivindicações à Prefeitura, gerando um debate acalorado com o comando da corporação e o sindicato da categoria.
Reivindicações e Descontentamento
Entre os principais pontos levantados pelos cerca de 30 servidores presentes, destacam-se a necessidade de maior proteção nas bases da Guarda, a criação de um plano de cargos e salários, e a melhoria da qualidade do armamento. O sindicato dos Servidores foi além, solicitando a demissão de três cargos comissionados e a troca do comando da Guarda, evidenciando um clima de insatisfação generalizada.
Debate Sobre o Armamento e a Viatura Incendiada
A qualidade do armamento foi um dos pontos de maior divergência. Enquanto o superintendente da Guarda Municipal, André Luís Tavares, negou qualquer irregularidade e afirmou que a corporação está bem equipada, guardas municipais contestaram essa versão, relatando falhas e disparos acidentais em algumas pistolas. A sindicância aberta para apurar o caso de uma viatura incendiada também gerou discussões, com o sindicato defendendo os guardas investigados e questionando a ausência do comando no local do incidente.
Leia também
Resposta do Comando e Próximos Passos
André Luís Tavares rebateu as denúncias do sindicato, classificando-as como falsas e lamentando a disseminação de informações que, segundo ele, não correspondem à verdade. Ele garantiu que o comando prestou assistência no dia do incêndio da viatura e que a questão do armamento está sendo tratada com a devida atenção. As reivindicações dos servidores serão formalizadas em uma lista e entregues à Secretaria da Casa Civil de Ribeirão Preto para análise.
O encontro expôs tensões internas na Guarda Civil Municipal e a necessidade de diálogo entre os servidores, o sindicato e o comando para buscar soluções que atendam às demandas da categoria e garantam a segurança da população.



