Espetáculo aborda mitologia e cosmologia dos povos ameríndios espalhados pelo Brasil
O espetáculo “Shapiri, Shapiri.P” mergulha na rica mitologia e cosmologia dos povos ameríndios, celebrando a imaginação desses povos sobre o mundo e o corpo, explorando os limites entre humanidade, animalidade e ancestralidade.
A Origem do Nome “Shapiri”
Segundo Daniela Cristini, responsável pela produção, o nome “Shapiri” é comum em alguns povos indígenas, como os Giannoméne. Refere-se àqueles que dançam sobre os feios, acompanhados de cantos. A mitologia por trás dos “Shapiri” fala sobre povos com corpos esgalgados que dançam sobre um chão de feio.
Criação Coletiva e Ancestralidade
Cada ator é também um criador dentro desta apresentação. O espetáculo é fruto de um trabalho de criação coletiva, onde atores e bailarinos participaram ativamente desde a concepção, com imersão em diferentes aspectos da cultura indígena. Através de encontros e ensaios, cada um trouxe materiais que, em parte, compuseram o espetáculo final. O cenário e o figurino, embora simples, são ricos em detalhes. O cenário, construído ao redor do palco, possui nichos, apelidados de “camarins”, onde cada bailarino expõe objetos pessoais ligados à sua ancestralidade. Cada um dos oito bailarinos pesquisou um povo indígena e trouxe algo representativo para compartilhar no espetáculo.
Mostra de Vídeos e Oficinas Complementares
Além do espetáculo, o evento oferece uma mostra de vídeos com materiais audiovisuais que inspiraram a criação de “Shapiri, Shapiri.P”. O objetivo é compartilhar esses materiais, que muitas vezes são de difícil acesso, com o público. A mostra de vídeos e oficinas acontecem hoje, das 13h30 às 18h, com entrada gratuita. As apresentações do espetáculo serão amanhã, em dois horários: 18h e 21h. Os ingressos custam de R$ 5 a R$ 17 e o evento acontece no galpão de eventos do Sesc Ribeirão, localizado na Rua Tibiriçá, número 50, no centro da cidade.
O evento oferece uma imersão na cultura indígena, através da dança, da música e da ancestralidade.



