Ouça a reportagem de Monize Zampieri para a CBN Ribeirão
Em um evento sem precedentes, a Câmara Municipal de Ribeirão Preto teve sua sessão cancelada devido a um intenso protesto popular. O fato relembra a tensa votação da venda da Ceterp em 1998, mas, diferentemente daquela ocasião, a sessão sequer chegou a ser aberta.
O Caos na Câmara
O clima na Câmara se tornou hostil quando o presidente, Cicero Gomes da Silva, foi recebido com ovos, farinha e até uma garrafa d’água. A situação rapidamente escalou para um confronto entre guardas civis municipais e manifestantes, com relatos de bombas e sinalizadores arremessados no plenário.
A Raiz do Protesto
Cerca de 300 manifestantes, em sua maioria professores, protestavam contra o projeto da prefeita Darci Vera, que visava prorrogar por mais um ano o contrato de professores emergenciais. A oposição e a ala independente tentaram mediar um acordo, mas sem sucesso. A prefeita se recusou a retirar o projeto da pauta, enquanto os professores, aguardando efetivação após concurso, consideram a prorrogação inconstitucional.
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Repercussões e Próximos Passos
O cancelamento das sessões foi recebido com alívio pelos manifestantes. A prefeita Darci Vera e o presidente da Câmara, Cicero Gomes, se reunirão para discutir o futuro do projeto, que ainda pode ser votado em sessões extraordinárias. A prefeitura argumenta que a ausência dos professores temporários prejudicará o ensino, mas a oposição contesta essa alegação. Cicero Gomes classificou a manifestação como antidemocrática, enquanto o superintendente da GCM justificou o uso da força como resposta a agressões.
O impasse persiste, com a possibilidade de novos protestos caso o projeto seja levado à votação.



