Operação Têmis descobriu que o grupo usava procurações emitidas pelas vítimas para obter vantagens financeiras
Operação Temis: Fraude em Pagamentos de Planos Econômicos
Em janeiro de 2018, a Operação Temis desmantelou um esquema criminoso que causou um prejuízo de R$ 100 milhões a instituições bancárias. O grupo, formado por sete advogados, três empresários e funcionários de empresas de negociação de dívidas, foi condenado por fraudes em processos de pagamentos de planos econômicos do governo federal.
Modus Operandi: Enganando o Sistema
Os advogados ingressavam com ações judiciais em nome de falsos correntistas, exigindo expurgos inflacionários do Plano Verão. Para isso, eles obtinham ilegalmente cadastros de clientes de bancos e utilizavam os dados para ações judiciais sem o conhecimento das vítimas. A busca por homônimos em Ribeirão Preto e região facilitava as fraudes. As vítimas, muitas vezes idosas e de baixa renda, assinavam procurações com a promessa de quitação de dívidas.
Consequências e Prisões
Os crimes envolvem estelionato, obstrução da justiça, organização criminosa, violação de sigilo bancário e falsidade ideológica. As penas variam de 4 a 28 anos de prisão. A decisão judicial foi proferida em 15 de [mês] de [ano] pelo juiz Lucio Alberto Enés da Silva Ferreira, da 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto. Os réus soltos podem recorrer em liberdade.
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O esquema demonstra a sofisticação e a gravidade das fraudes que podem atingir o sistema financeiro. A Operação Temis serviu como um alerta sobre a importância da segurança de dados e da vigilância constante contra crimes financeiros.



