Doença afeta mais de 17 milhões de pessoas e sete a cada mil crianças no mundo
A paralisia cerebral, caracterizada pela falta de coordenação e dificuldades no desenvolvimento, tem como causa anormalidades ou danos ao cérebro. Estima-se que 7 a cada 1000 crianças são afetadas por essa condição.
Diagnóstico Precoce: Um Passo Crucial
O diagnóstico da paralisia cerebral pode ser suspeitado ainda durante a gravidez, através de exames pré-natais como ultrassonografias, que identificam possíveis infecções (toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus) que podem afetar o desenvolvimento do feto. No entanto, muitas vezes o diagnóstico é confirmado após o nascimento, quando se observa um atraso no desenvolvimento motor da criança, como dificuldade para sentar, firmar o pescoço ou rolar. A assistência inadequada ao parto também é um fator relevante.
Tratamento Multidisciplinar: Amenizando os Efeitos
Uma vez que a lesão cerebral é permanente, o tratamento visa amenizar as sequelas e melhorar a qualidade de vida do paciente. Uma equipe multidisciplinar, composta por médicos de diversas especialidades (ortopedistas, pediatras, oftalmologistas, otorrinolaringologistas), fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos e fonoaudiólogos, é essencial. Essa equipe trabalha em conjunto para proporcionar um tratamento precoce e abrangente, minimizando as sequelas e promovendo uma melhor qualidade de vida.
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Tipos de Paralisia e Abordagens Específicas
Existem diferentes tipos de paralisia cerebral, classificados clinicamente como espásticos (com contraturas musculares), distônicos (com alterações no controle da coordenação) e outros. Cada tipo requer um tratamento específico e adequado, visando abordar as necessidades individuais de cada paciente.
Em suma, a conscientização, o diagnóstico precoce e o tratamento multidisciplinar são fundamentais para melhorar a vida das pessoas afetadas pela paralisia cerebral e de suas famílias.



