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Setembro Amarelo é destaque no Almanaque CBN

Ouça o primeiro bloco do programa que foi ao ar neste sábado (14)
Setembro Amarelo
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Neste sábado, 14 de setembro de 2019, o programa Almanac da Central Brasileira de Notícias discutiu o Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio. Aline Conceição (doutoranda em enfermagem psiquiátrica pela Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto e membro do Centro de Educação e Prevenção e Pós-venção do Suicídio), Francisco Carlos Basilio Cardoso (voluntário e porta-voz do CVV de Ribeirão Preto) e Giselle Saraiva Reis Oliveira (terapeuta ocupacional atuando no Centro de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil) participaram da discussão.

Números alarmantes e a importância do diálogo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta quase 800 mil mortes por suicídio anualmente, sendo a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. Esses números, coletados em 2014, são considerados subnotificados. A campanha Setembro Amarelo busca quebrar o tabu em torno do suicídio, permitindo um diálogo aberto sobre o tema e facilitando a busca por ajuda.

Sinais de alerta e como ajudar

Os especialistas destacaram sinais de alerta como isolamento social, perda de interesse em atividades antes prazerosas, queda no rendimento escolar, uso excessivo da internet e autolesão. A família desempenha um papel crucial na identificação desses sinais e na busca por ajuda profissional. O CVV (Centro de Valorização da Vida), com seu telefone 188, oferece apoio emocional gratuito e sigiloso, 24 horas por dia, por telefone, chat e e-mail. A importância de uma comunicação não-violenta e de escuta ativa dentro da família foi enfatizada como fundamental para prevenir comportamentos suicidas.

A complexidade da adolescência e o impacto da tecnologia

A impulsividade característica da adolescência, combinada com possíveis transtornos mentais, aumenta o risco de tentativas de suicídio. A tecnologia, embora oferecendo recursos positivos, também pode contribuir para o efeito imitativo e o contágio de comportamentos autodestrutivos através das redes sociais. A orientação parental e a educação emocional desde a infância são cruciais para lidar com esses desafios. A busca por ajuda profissional é essencial, e a rede de apoio familiar e social precisa estar preparada para identificar e auxiliar aqueles que precisam.

A valorização da vida passa por reconhecer a importância dos sentimentos, desmistificar a saúde mental e incentivar a busca por ajuda. Identificar os aspectos positivos da vida, mesmo em meio às dificuldades, e aprender a comunicar-se de forma saudável são passos importantes para construir uma sociedade mais resiliente e atenta às necessidades de seus membros.

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