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Setembro é o mês de conscientização e combate ao suicídio

Especialistas falam da importância de se discutir o assunto e quebrar os tabus relacionados a depressão
suicídio
Especialistas falam da importância de se discutir o assunto e quebrar os tabus relacionados a depressão

Especialistas falam da importância de se discutir o assunto e quebrar os tabus relacionados a depressão

O Brasil enfrenta uma crise significativa de saúde mental, sendo considerado o país mais ansioso do mundo e o mais depressivo da América Latina. Com cerca de 700 milhões de pessoas sofrendo de transtornos psicológicos globalmente (segundo a OMS), a necessidade de conscientização e apoio é urgente. Setembro Amarelo, campanha realizada anualmente em setembro, busca exatamente isso: dar visibilidade a esse tema delicado e promover o diálogo.

A importância do Setembro Amarelo

A campanha Setembro Amarelo desempenha um papel fundamental ao trazer à tona um assunto muitas vezes silenciado: o suicídio. Ela facilita a troca de informações sobre saúde mental, prevenção do suicídio e a importância do autocuidado e do cuidado com o próximo. A iniciativa promove a conscientização e quebra o estigma em torno de doenças mentais.

Depoimento e perspectivas de especialistas

Andrea Magalhães, psicóloga que perdeu sua filha de 14 anos para o suicídio, compartilhou seu relato comovente. Apesar de ser psicóloga, ela não percebeu sinais claros de depressão ou ansiedade em sua filha antes do ocorrido, destacando a importância de se falar sobre saúde mental mesmo sem a presença de sintomas aparentes. Aline Conceição Silva, enfermeira mestre em Ciências da Saúde, e Laisa Helsing-Braga, psicóloga clínica e voluntária do Grupo de Valorização da Vida (Gvv), reforçaram a necessidade do diálogo aberto em casa, na escola e na sociedade como um todo. Elas enfatizaram a importância de criar um ambiente sem julgamentos onde as pessoas se sintam confortáveis para compartilhar seus sentimentos e buscar ajuda profissional sem estigma.

Prevenção e busca por ajuda

A psicóloga Laisa Helsing-Braga, do Gvv, descreveu o trabalho do grupo, que oferece acolhimento tanto para pessoas com ideação suicida e transtornos mentais quanto para seus familiares. Ela apontou a dificuldade em identificar sinais de sofrimento mental, especialmente em tempos de pandemia, onde o isolamento social pode mascarar sintomas. A prevenção envolve estar atento a mudanças de comportamento, promover o diálogo e criar um espaço seguro para que as pessoas expressem seus sentimentos. O Gvv pode ser contatado através do Facebook ou pelo e-mail arrobagmail.com.

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