Quem fala da importância destas campanhas é a psicóloga Danielle Zeoti na coluna ‘CBN Comportamento’
O suicídio é um problema de saúde pública grave no Brasil, com cerca de 14 mil casos registrados anualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde. Em resposta a essa realidade, o Setembro Amarelo busca conscientizar a população sobre a prevenção do suicídio e a importância da saúde mental.
Sinais de alerta: identificando quem precisa de ajuda
É crucial estar atento a mudanças abruptas de comportamento, como aumento ou diminuição da agressividade, isolamento social, baixo rendimento escolar ou profissional, e problemas financeiros. O uso ou abuso de drogas também é um sinal de alerta, assim como a presença de doenças graves na família ou transtornos mentais. De acordo com a Sociedade Brasileira de Psiquiatria, 99% a 100% dos casos de suicídio consumado envolvem um transtorno mental. Uma tentativa de suicídio anterior aumenta significativamente o risco de novas tentativas e suicídio consumado, contrariando a ideia de que se trata apenas de um pedido de atenção.
A importância da prevenção e do diagnóstico precoce
A psicóloga Daniela Zeote destaca a necessidade de informação objetiva e de qualidade para a prevenção do suicídio. Ela enfatiza que a dor psíquica pode ser tão insuportável quanto a dor física, levando a pessoa a buscar o fim da vida como forma de aliviar o sofrimento. Um diagnóstico precoce de transtornos mentais é fundamental para aumentar as chances de prevenção e tratamento eficazes. A especialista reforça que o suicida não quer morrer, mas sim mitigar uma dor insuportável, vivendo em uma ambivalência entre a vida e a morte.
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Buscando ajuda e apoio
A prevenção da saúde mental deve ser uma prática diária, não apenas em setembro. É importante conversar abertamente sobre sentimentos, buscar ajuda profissional quando necessário e oferecer apoio a amigos e familiares que estejam passando por dificuldades. Lembre-se: você não está sozinho(a).