Setembro, marca 10 anos de reconhecimento da medicina emergencial como especialidade no Brasil
Setembro marca uma década do reconhecimento da Medicina de Emergência como especialidade no Brasil. Para celebrar a data, a Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede) divulga um levantamento preocupante sobre casos de envenenamento que resultaram em internações hospitalares no país.
Recorde de Envenenamentos Intencionais em São Paulo
Em 2024, o estado de São Paulo registrou um número alarmante de internações por envenenamento intencional, atingindo 94 casos. Este número representa 9% dos atendimentos por envenenamento intencional no estado, superando a média nacional de 7%. O recorde anterior havia sido em 2020, com 88 casos. Os dados são da Abramede.
Panorama Geral dos Envenenamentos
O levantamento da Abramede também mapeou os casos gerais de envenenamento, incluindo os acidentais. Em São Paulo, foram registrados mais de 10 mil casos na última década, com um aumento após a pandemia. Entre 2015 e 2019, a média anual foi de 1061 internações, subindo para 1146 casos em 2023 e 2024.
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Desafios no Tratamento e Identificação
Em casos de envenenamento, a agilidade no atendimento é crucial. A prioridade dos médicos é garantir a estabilidade do paciente, assegurando a respiração e a circulação sanguínea. A identificação da causa da intoxicação é um desafio, já que muitos casos não têm um agente causador especificado. Entre os agentes identificados, destacam-se analgésicos, antitérmicos, álcool, anticonvulsivantes, sedativos, hipnóticos e pesticidas. As vítimas mais frequentes são jovens adultos de 20 a 29 anos e crianças de 1 a 4 anos.
A atenção e o cuidado são fundamentais para evitar essas situações.



