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‘Setembro Verde’ é marcado por campanhas para incentivar a doação de órgãos

Médico intensivista, Marcelo Bonvento, reforça a importância da doação e explica os processos para quem quer ser um voluntário
Doação de órgãos
Médico intensivista, Marcelo Bonvento, reforça a importância da doação e explica os processos para quem quer ser um voluntário

Médico intensivista, Marcelo Bonvento, reforça a importância da doação e explica os processos para quem quer ser um voluntário

O Setembro Verde destaca a importância da doação de órgãos, e o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HC) realiza diversas ações para conscientizar a população sobre o tema. Conversamos com o médico intensivista Marcelo Bonvento, coordenador da Organização de Procura de Órgãos do HC, para esclarecer dúvidas e destacar a importância desse gesto.

A Importância da Doação de Órgãos

A doação de órgãos é um ato de solidariedade que salva vidas. Dr. Marcelo enfatiza a necessidade da declaração formal de vontade em vida, comunicando a decisão à família. A vontade do paciente deve ser respeitada, e a doação precisa ser voluntária. O HC de Ribeirão Preto tem um papel fundamental em facilitar e garantir a transparência desse processo, assegurando que os órgãos cheguem aos pacientes que precisam.

Resultados e Desafios da Doação em Ribeirão Preto

Em 2020, o HC de Ribeirão Preto recebeu 75 notificações de potenciais doadores, resultando em 23 doações efetivas e 33 órgãos que salvaram vidas. Apesar dos bons resultados e da posição de destaque entre os hospitais do interior paulista, Dr. Marcelo destaca a necessidade de melhorias, principalmente na agilidade do processo de transplante. O HC está trabalhando em conjunto com a Central Estadual de Transplantes para otimizar procedimentos e aprimorar o cuidado com os pacientes potenciais doadores.

A Pandemia e o Futuro dos Transplantes

A pandemia de COVID-19 impactou significativamente o número de transplantes no Brasil, com uma queda de até 66%. Em São Paulo, estratégias como o teste de COVID-19 em potenciais doadores ajudaram a mitigar os impactos, permitindo a manutenção de uma média razoável de doações e transplantes. Dr. Marcelo também abordou a questão da fila de espera, que aumentou com a pandemia, e a distribuição de órgãos, que segue critérios de compatibilidade e é gerenciada pelo Sistema Nacional de Transplantes. O HC de Ribeirão Preto também tem expandido seus serviços, incluindo o desenvolvimento de um banco de tecidos com certificação ISO 9003.

A experiência de Bianca Gimenez, uma paciente transplantada de fígado, ilustra os benefícios da doação de órgãos e a importância de comunicar a decisão à família. Dr. Marcelo finaliza a entrevista reforçando a necessidade de conscientização e comunicação da vontade de doar, enfatizando o papel fundamental das famílias no processo de doação e a gratidão das famílias doadoras.

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