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Setor das indústrias foi o que mais criou empregos formais em Ribeirão no primeiro trimestre

Comércio e serviços, que sempre lideraram as estatísticas, ficaram na quarta posição; economista Adnan Jebailey analisa o tema
empregos formais Ribeirão
Comércio e serviços, que sempre lideraram as estatísticas, ficaram na quarta posição; economista Adnan Jebailey analisa o tema

Comércio e serviços, que sempre lideraram as estatísticas, ficaram na quarta posição; economista Adnan Jebailey analisa o tema

A indústria de Ribeirão Preto superou as expectativas e gerou 665 vagas formais de trabalho no último trimestre, consolidando-se como o segundo setor que mais contrata na cidade, atrás apenas do setor de serviços. De acordo com dados do CAJE (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego, a indústria ultrapassou a construção civil e o comércio em contratações neste ano.

Motores do crescimento industrial

Segundo o economista Adnan Gebayle, entrevistado pela CBN Ribeirão Preto, três setores impulsionaram essa geração de empregos: a indústria de alimentos, a produção de máquinas agrícolas (impulsionada pela Agrishow) e, principalmente, a siderurgia, com destaque para a produção de estanho. A exportação de estanho de Ribeirão Preto cresceu significativamente, passando de 0,3% da pauta exportadora em 2007 para 44% em 2021, com exportações superiores a US$ 134 milhões no ano passado. Esse crescimento, impulsionado pela retomada do comércio global, gerou empregos diretos e indiretos na cidade.

Cenário econômico e perspectivas

Embora a indústria tenha demonstrado crescimento expressivo, Adnan Gebayle pondera que o setor ainda representa uma parcela menor da economia local comparado ao comércio e serviços, que empregam 60 mil e 120 mil trabalhadores, respectivamente. Ele acredita que o crescimento atual da indústria seja pontual, devido à alta demanda interna e externa pelo estanho. O economista também comentou sobre a construção civil, que tem perdido um pouco de força devido ao cenário econômico atual, mas que tende a se fortalecer em períodos de recessão. Quanto ao desemprego, a falta de dados precisos para Ribeirão Preto dificulta uma análise completa, mas o economista ressalta a existência de um grande número de desempregados na cidade e a tendência de contratações com salários menores.

Apesar do crescimento industrial, a expectativa para o Dia das Mães indica uma diversificação nas compras, com muitas famílias optando por almoços em casa em vez de presentes. Embora haja expectativa de aumento nas vendas, o impacto do FGTS deve ser menor do que em anos anteriores, devido à utilização prévia do recurso por parte da população. Em Franca, a estimativa de gasto médio por presente para o Dia das Mães é de R$ 112.

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