Presidente da ABEOC, Fátima Facuri, elogia apoio do Governo Federal, mas critica falta de incentivo do Poder Municipal
O setor de eventos foi um dos mais impactados pela pandemia, sofrendo com adiamentos e cancelamentos em massa. Com um faturamento anual superior a 930 bilhões de reais, representando 13% do PIB brasileiro, a paralisação gerou um impacto devastador na economia e em milhares de profissionais.
Impacto Econômico e Social
A presidente da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABRECE), Fátima Facuri, descreve a situação como crítica. A cadeia produtiva, que inclui montadores, eletricistas, técnicos e outros profissionais, foi profundamente afetada. Mesmo com a retomada gradual de algumas atividades, a monetização é baixa, e o setor permanece longe da normalidade. A falta de conhecimento do segmento por parte do poder público, segundo Fátima, dificulta a implementação de soluções eficazes.
Desafios e Perspectivas
A dificuldade de planejamento e a necessidade de autorizações municipais para eventos são obstáculos significativos. A ausência de um Ministério da Cultura dedicado e a falta de incentivos governamentais também são apontados como fatores que agravam a situação. Eventos importantes, como o Festival João Rock, tiveram que ser reformulados, adiados e repensados para o futuro, demonstrando a complexidade da situação. O professor Luciano Nakabashi, da USP de Ribeirão Preto, destaca que os custos com grandes eventos começam meses antes da realização, e os adiamentos geram prejuízos significativos.
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Apesar dos desafios, há um esforço conjunto para a retomada. A ABRECE oferece palestras online e orienta os profissionais a não solicitar reembolsos, evitando o colapso da cadeia produtiva. A expectativa é de que, com planejamento, protocolos de segurança e pressão sobre o poder público, o setor de eventos possa se recuperar gradualmente, retomando sua vitalidade e contribuição para a economia brasileira.



