Economista Adnan Jebailey detalha saldo positivo do Caged na região e ressalta importância da vacinação no avanço da economia
Setembro de 2023 mostrou-se um mês positivo para o mercado de trabalho em diversas cidades da região de Ribeirão Preto. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho, a região experimentou um crescimento significativo na geração de empregos.
Ribeirão Preto: Destaque na Geração de Empregos
Ribeirão Preto liderou o ranking regional, com um saldo positivo de 2.234 vagas de emprego com carteira assinada. Foram 11.164 contratações contra 8.930 demissões. O setor de serviços foi o grande destaque, com a criação de 1.183 novas vagas, seguido pelo comércio (420 vagas) e indústria (385 vagas). Até setembro, a cidade acumulou 12.934 novos empregos formais, demonstrando um cenário animador.
Desempenho de Outras Cidades
Outras cidades da região também apresentaram resultados positivos, embora em menor escala. Franca registrou um saldo positivo de 1.231 vagas, impulsionado principalmente pelo setor calçadista. Barretos criou 100 novas vagas com carteira assinada. Por outro lado, Sertãozinho teve um saldo negativo de 66 postos de trabalho, com o setor de construção civil sendo o principal responsável pelo fechamento de 382 contratos.
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Análise Econômica e Perspectivas
A economista Dina Gebale analisou os dados, apontando uma recuperação econômica em curso, impulsionada pela vacinação, queda na transmissão da Covid-19 e retomada das atividades econômicas. A especialista destacou o setor de serviços de Ribeirão Preto como um motor importante desse crescimento, e projetou um aumento nas contratações com a aproximação da Black Friday e do Natal. Quanto ao cenário negativo em Sertãozinho, Gebale o classificou como pontual, sem indicar um recuo generalizado no setor da construção civil. Em Franca, a recuperação no setor calçadista foi atribuída à recomposição da mão de obra perdida durante a pandemia, e não necessariamente a um crescimento exponencial do setor. Apesar do otimismo em relação à geração de empregos, a economista alertou para a alta inflação, que pode frear a recuperação econômica, influenciada por fatores como a alta do dólar e a instabilidade política.



