Ouça o programa que foi ao ar neste sábado (17), às 10h, em 90,5 FM e pelo site
Neste sábado, 17 de março de 2018, o programa Almanac, da CBN, discutiu o cenário do etanol de milho no Brasil, sua relação com a produção de cana-de-açúcar e os desafios e oportunidades para o setor sucroenergético.
Etanol de Milho: Uma Realidade Tímida, Mas Promissora
O etanol de milho ainda é pouco explorado no Brasil, mas apresenta avanços importantes. A viabilidade da sua produção depende da região: em áreas com terras de alto valor, como Ribeirão Preto, a rentabilidade precisa ser garantida; em regiões com terras mais baratas, o milho se torna um fator relevante. Além disso, o ciclo curto e a possibilidade de armazenamento do milho oferecem vantagens sobre a cana-de-açúcar, que exige um longo período de cultivo e é mais suscetível a fatores climáticos.
Desafios e Oportunidades para a Indústria Sucroenergética
A indústria sucroenergética brasileira passou por um processo de desregulamentação e teve que se adaptar a um mercado mais competitivo. A busca por lucro e a gestão eficiente se tornaram cruciais. O milho surge como uma alternativa complementar, permitindo maior flexibilidade na produção. A utilização de subprodutos da cana, como o bagaço e a palha, também ganha importância, especialmente no contexto da matriz energética e da redução de emissões de carbono. Iniciativas como o Renovabio e a associação brasileira de geração de energia a partir de biomassa impulsionam o investimento em novas tecnologias e modelos de negócio.
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O Futuro do Setor e a Importância do Renovabio
O setor sucroenergético brasileiro desempenha um papel fundamental na economia nacional, gerando empregos, divisas e evitando a importação de gasolina. O Renovabio, além de focar na descarbonização, contribui para a segurança energética do país. A flexibilidade do mercado brasileiro, com o carro flex, garante ao consumidor a opção entre etanol e gasolina, dependendo da competitividade de preços. Apesar de oscilações no mercado, a tendência é de crescimento na demanda por etanol, impulsionando o desenvolvimento do setor e a inovação tecnológica.



