Após cinco anos de dificuldades, setor retoma caminho do crescimento e a tecnologia é a principal aliada
Após cinco anos de dificuldades, o setor sucroalcooleiro brasileiro retoma seu crescimento. A crise econômica e os custos de produção superiores aos preços de venda impactaram fortemente a cadeia produtiva da cana-de-açúcar, resultando em demissões, fechamento de usinas e recuperação judicial. Porém, esse cenário começa a mudar.
Aumento na Produção e Inovação Tecnológica
A produção brasileira de etanol atualmente gira em torno de 33 bilhões de litros por ano. As projeções para 2030 são otimistas, variando entre 43 bilhões e 54 bilhões de litros, quase o dobro da produção atual. Para alcançar esse crescimento, o setor aposta fortemente na tecnologia. Novas variedades de cana mais produtivas e resistentes, o uso de hormônios e estimulantes de crescimento, adubos foliares e fungicidas, além de equipamentos que incorporam a palha ao solo, aumentando a fertilidade, são alguns exemplos das inovações implementadas.
Incentivos Governamentais e Competitividade
O programa RenovaBio, do governo federal, que incentiva a expansão da matriz energética e a redução da emissão de carbono, contribui significativamente para o crescimento do setor. Estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso já apresentam preços mais competitivos de etanol. A previsão é que, nos próximos anos, a vantagem do etanol sobre a gasolina para o consumidor se mantenha, impulsionando a economia nacional, uma vez que se trata de um produto interno com uma extensa cadeia de empregos.
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Desenvolvimento Econômico e Social
O crescimento do setor sucroalcooleiro gera um impacto positivo na economia e na sociedade. Com o aumento da produção e a redução de custos, o preço do etanol tende a melhorar para o consumidor. A expansão do setor impulsiona o desenvolvimento de cidades, melhora o comércio e aumenta a renda das pessoas, criando empregos de melhor qualidade. A meta de redução de 11% na emissão de carbono por combustíveis fósseis até 2029, fixada pelo Conselho Nacional de Política Energética, garante um maior protagonismo do etanol no mercado, assegurando o futuro do setor e o desenvolvimento econômico sustentável do país.



