A reação do setor sucroenergético brasileiro às novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros é o destaque do Giro do Agro. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Única) classificou a medida como um retrocesso na cooperação entre os dois países e ressaltou a importância do mercado norte-americano para as exportações brasileiras de etanol e açúcar.
Segundo a entidade, os Estados Unidos foram o segundo principal destino das exportações de etanol do Brasil em 2025, com 253 milhões de litros embarcados e receita de US$ 163 milhões. No caso do açúcar, o país importou 420 mil toneladas métricas do produto brasileiro no mesmo período. A Única afirma que a decisão ignora diferenças na relação comercial, destacando que o açúcar brasileiro já enfrenta tarifas e restrições de acesso ao mercado norte-americano, enquanto o Brasil mantém uma política não discriminatória para o etanol.
A União Nacional do Etanol de Milho (Unem) também se manifestou, afirmando que a tarifa brasileira de 18% sobre o etanol é aplicada de forma não discriminatória e em conformidade com as regras da Organização Mundial do Comércio. A entidade acrescenta que a redução das importações de etanol dos Estados Unidos é resultado da expansão da produção nacional de etanol de milho.
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