Expectativa é que as irmãs Maria Ysabelle e Maria Ysadora comecem a se alimentar normalmente em até dois dias
As irmãs siamesas Maria Isabel e Maria Isadora, de dois anos, que nasceram unidas pela cabeça, respiram sem aparelhos após uma cirurgia de 20 horas realizada no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP).
Recuperação pós-cirúrgica
A cirurgia, a quinta e mais complexa da série, envolveu a separação de partes dos cérebros das meninas, além da reconstrução da calota craniana e da pele com tecidos próprios. A pediatra Maristela Francisco dos Reis expressou sua emoção com o resultado, afirmando que as gêmeas estão muito melhor do que o esperado, respirando espontaneamente e já nos braços dos pais. A expectativa é que elas iniciem a alimentação normal em até dois dias.
Detalhes da cirurgia e equipe médica
A complexidade da cirurgia exigiu uma equipe de dez médicos cirurgiões plásticos, além da participação do neurocirurgião norte-americano James Godric, que desenvolveu a técnica de divisão em etapas. A reconstrução da calota craniana foi feita com moldes impressos em 3D e ossos retirados do anel que unia as gêmeas. A cirurgia, realizada no sábado, durou toda a noite e terminou na madrugada de domingo.
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Próximos passos e retorno para casa
As meninas permanecem internadas na UTI pediátrica para recuperação e reabilitação. Embora já estejam acordadas e se recuperando bem, ainda não há previsão de alta, que deve levar alguns meses. Após a alta, elas retornarão para Patacas, distrito de Aquiraz, no Ceará. O momento em que as gêmeas se veem pela primeira vez é aguardado com ansiedade pela equipe médica e familiares.



