Bonecas estão unidas pela cabeça e o objetivo da equipe médica é que elas entendam como foi o processo
As gêmeas siamesas Marisa Dora, de dois anos, que nasceram unidas pela cabeça, surpreendem médicos com sua rápida recuperação após cinco complexas operações no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HC). Marisa Dora já recebeu alta, enquanto sua irmã, que passou por uma nova cirurgia plástica na semana passada, permanece internada.
Recuperação e desafios futuros
Os pais, Diego e Faria, demonstram otimismo com a evolução das filhas, mesmo cientes dos desafios que ainda virão. Um deles é explicar às meninas a peculiaridade de seu nascimento. A adaptação à vida independente também é um processo gradual; elas ainda buscam uma pela outra, como se estivessem acostumadas à união física.
Reabilitação e apoio
Para auxiliar nesse processo, os profissionais do HC criaram um presente especial: um par de bonecas siamesas, feito por voluntárias, que demonstra como as gêmeas nasceram. As bonecas, com velcro no cabelo, podem ser unidas, representando a situação anterior à separação. Essa ferramenta lúdica ajuda as meninas a compreenderem sua história e a nova realidade.
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A família, que se mudou do Ceará para Ribeirão Preto, reside temporariamente em uma casa improvisada nos Campos da USP. Apesar dos desafios, a perspectiva é otimista. Caso a recuperação continue no mesmo ritmo, a família poderá retornar ao Ceará para passar o Natal, retornando posteriormente para Ribeirão Preto para dar continuidade ao tratamento, que inclui fisioterapia e reabilitação motora e neurológica. Os médicos destacam a necessidade de acompanhamento contínuo para que as meninas recuperem totalmente a mobilidade, a deglutição e o desenvolvimento cerebral.



