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Simca, a fábrica de automóveis francesa que passou pelo Brasil

Empresa teve um perído curto em território nacional, mas que produziu clássicos veículos de luxo; ouça o 'Giro Sobre Rodas'
Simca
Empresa teve um perído curto em território nacional, mas que produziu clássicos veículos de luxo; ouça o 'Giro Sobre Rodas'

Empresa teve um perído curto em território nacional, mas que produziu clássicos veículos de luxo; ouça o ‘Giro Sobre Rodas’

Em um novo giro sobre automobilismo no programa da CBN, o apresentador Tiago resgatou memórias e marcos da indústria nacional e internacional. Além de comentar a queda no interesse dos jovens em obter a carteira de motorista, atribuída em parte ao uso crescente do celular, o bate-papo trouxe à tona a trajetória curta, porém marcante, da Simca no Brasil e a influência do Mini na engenharia automotiva.

Simca do Brasil: chegada, sucesso e encerramento

A Simca, fabricante francesa, estabeleceu-se no Brasil em 5 de maio de 1958, em um momento de forte incentivo à industrialização promovido pelo governo de Juscelino Kubitschek. A empresa enfrentou dificuldades para se instalar na região do ABC Paulista, dominada por montadoras já consolidadas, e acabou abrindo um escritório em Belo Horizonte antes de iniciar a produção nacional.

O primeiro modelo fabricado no país foi o Simca Chambord, lançado em 1959, que rapidamente se firmou como símbolo de luxo na década de 1960. Grande e voltado para famílias, o Chambord ficou conhecido por abrigar confortavelmente seis ocupantes. A denominação remete ao Château de Chambord, castelo na França, que emprestou sofisticação ao nome do automóvel.

A Simca também foi responsável por produzir uma das primeiras peruas do mercado brasileiro, conhecida como Jangada. Apesar do impacto inicial, a fabricante teve vida curta: em meados da década de 1960 a Chrysler do Brasil adquiriu a operação, e em 1967 saíram as últimas unidades com a marca Simca.

Memória cultural e legado automotivo

O Chambord deixou marcas na memória afetiva de motoristas e ouvintes: citações em músicas e lembranças familiares reforçam seu lugar na cultura automobilística brasileira. Modelos como a Jangada também contribuíram para a diversificação da produção nacional, antecipando formatos que viriam a se popularizar.

Ao mesmo tempo, Tiago e a equipe apontaram para uma mudança de comportamento social — a menor procura pela habilitação entre jovens — que tem implicações tanto para o mercado automotivo quanto para hábitos de mobilidade urbana.

Mini: o compacto que influenciou gerações

O programa ainda lembrou o Mini, ícone da engenharia britânica. Desenvolvido na segunda metade da década de 1950 e lançado no fim da década, o projeto revolucionou o aproveitamento de espaço ao priorizar 80% para ocupantes e bagagem e apenas 20% para o motor. Essa solução levou ao uso do motor transversal com tração dianteira, arranjo que se tornou padrão em grande parte dos veículos compactos atuais.

As variantes de alto desempenho, batizadas de Cooper, e a presença do carro em referências culturais — como a figura do Mr. Bean — consolidaram o Mini como clássico que atravessa gerações.

O programa encerrou a edição com agradecimentos e lembranças, celebrando as histórias que o automobilismo deixou no Brasil e no mundo, e desejando um bom fim de semana aos ouvintes.

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