A escolha pelo Simples Nacional e pelo modelo de recolhimento do IBS e da CBS para 2027 exige atenção das microempresas e empresas de pequeno porte. Segundo o consultor estratégico e empresarial Anderson Mendes, a opção pelo modelo híbrido pode ser vantajosa, principalmente para negócios que vendem para outras empresas.
A mudança está relacionada à reforma tributária, que prevê a utilização de créditos e débitos dos novos impostos. No modelo híbrido, o IBS e a CBS passam a ser apurados por fora do Simples Nacional, permitindo que determinadas empresas aproveitem créditos e mantenham competitividade nas operações entre empresas.
Modelo híbrido
De acordo com Anderson Mendes, o modelo híbrido não será necessariamente vantajoso para todas as empresas do Simples Nacional. A decisão depende de uma análise das características de cada negócio, especialmente do perfil dos clientes e das operações realizadas.
Empresas que vendem diretamente ao consumidor final, por exemplo, podem não ter benefícios com a mudança. Já negócios que atuam no modelo B2B, vendendo para outras empresas, podem utilizar os créditos dos novos tributos para melhorar a competitividade.
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O consultor reforça que a decisão deve ser tomada em conjunto com a contabilidade. A recomendação é analisar as compras, os créditos possíveis, as alíquotas e o perfil de comercialização antes de escolher o modelo.
Prazo
A opção pelo modelo híbrido deve ser feita durante o mês de setembro. Segundo Anderson, existe ainda a possibilidade de desistência posteriormente, caso as alíquotas que forem confirmadas pelo governo tornem a mudança desvantajosa para determinada empresa.
Para quem já é optante pelo Simples Nacional e pretende permanecer no regime tradicional, não é necessário realizar uma nova opção. Já quem quiser migrar para o modelo híbrido precisa fazer a solicitação dentro do prazo estabelecido.
O MEI não precisa fazer essa escolha agora. Conforme o consultor, para quem pretende permanecer como microempreendedor individual, a opção continua sendo realizada em janeiro.
Prestadores
O modelo híbrido também pode ser adotado por empresas de prestação de serviços, mas a avaliação precisa considerar as características de cada atividade. Nesse caso, IBS e CBS passam a ser recolhidos por fora da guia do Simples Nacional, seguindo a sistemática prevista para o novo modelo.
Anderson destacou que prestadores de serviços podem ter menos oportunidades de geração de créditos do que empresas que trabalham com produtos. Por isso, a análise individualizada é importante antes da decisão.
No caso de uma escola particular citada por uma ouvinte durante a entrevista, a orientação do consultor foi, em princípio, pela permanência no Simples Nacional tradicional, já que o serviço é direcionado ao consumidor final. Ele ressaltou, porém, que a decisão deve ser confirmada a partir dos números específicos da empresa e de uma avaliação contábil.



