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Sindicância identifica mais três supostos falsos médicos em Franca

Apuração veio após prisão de suspeito de usar registro médico do Rio Grande do Norte
falsos médicos Franca
Apuração veio após prisão de suspeito de usar registro médico do Rio Grande do Norte

Apuração veio após prisão de suspeito de usar registro médico do Rio Grande do Norte

A Prefeitura de Franca conduziu uma sindicância que revelou a atuação de pelo menos quatro indivíduos que se passavam por médicos no pronto-socorro Dr. Álvaro Azuz. O prefeito Alexandre Ferreira confirmou que, além de Pablo do Nascimento Mussolim, preso por usar o registro profissional de outra pessoa, outras duas mulheres e um homem atenderam pacientes no município utilizando números de registro inválidos.

Contratação via Instituto e Apuração de Casos

A administração municipal informou que todos os suspeitos foram contratados através do Instituto Ciências da Vida (ICV), empresa que terceirizou os profissionais após a Prefeitura alegar dificuldades em contratar médicos por meio de concursos públicos. O prefeito explicou que os pacientes atendidos pelos suspeitos estão sendo convocados para prestar depoimento, e os prontuários estão sendo analisados. Até o momento, não foram encontrados indícios de erro médico. Além da apuração das doenças tratadas, a prefeitura busca reaver os salários pagos aos falsos médicos.

Implicações Legais e Burocráticas

De acordo com o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), a falta de registro médico pode invalidar documentos assinados pelos falsos profissionais, como atestados de óbito. O delegado regional do Cremesp, Ulisses Martins Minicus, alertou para os riscos aos pacientes e os problemas burocráticos decorrentes da situação. Ele recomendou que os pacientes procurem o serviço público para verificar seus tratamentos e avaliar o que foi feito pelos falsos médicos e o que será feito pelos médicos verdadeiros. A apuração interna da prefeitura teve início após a prisão de Mussolim, suspeito de receber R$ 80 mil em um mês e de se passar por Pablo Galvão, médico do Norte.

Investigações em Andamento

Após a prisão do falso médico, a sindicância confirmou que outras três pessoas atuaram no pronto-socorro com registros de outros profissionais. Os nomes não foram revelados. A Prefeitura alega que realizou concursos públicos para contratar mais médicos, mas não obteve sucesso, o que levou à contratação de uma empresa para trazer médicos de fora. O Ministério Público de Franca instaurou um inquérito para avaliar possíveis irregularidades no contrato entre o ICV e a Prefeitura. O ICV informou que abriu uma auditoria interna e colabora com as investigações.

As autoridades estão trabalhando para reunir informações e responsabilizar os envolvidos.

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