Ouça as informações com Monize Zampieri
Caros ouvintes da Rádio CBN, a quarta-feira trouxe novos capítulos para o cenário político de Ribeirão Preto, e a quinta-feira promete manter o ritmo. Wagner Rodrigues, presidente do sindicato dos servidores, intensificou suas críticas às medidas propostas pela prefeitura para conter gastos com a folha de pagamento e, assim, sair da zona de limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Críticas e Propostas do Sindicato
O sindicalista defende uma reestruturação que priorize a exoneração de funcionários comissionados, terceirizados e “quarta-irizados”, visando a uma economia significativa nas despesas com pessoal. Segundo ele, os cargos comissionados deveriam ser preenchidos por servidores de carreira. Wagner Rodrigues também sugere a fusão de algumas secretarias, o que reduziria os gastos com secretários.
O “Pacotão da Maldade” e a Reação do Sindicato
As medidas anunciadas pelo governo foram duramente criticadas pelo presidente do sindicato, que as classificou como um “pacotão da maldade”. Apesar da prefeitura garantir que as ações não prejudicarão os servidores e visam aprimorar o atendimento à população, principalmente nas áreas de saúde e educação, o sindicalista promete recorrer à justiça caso a categoria seja afetada. Ele atribui o alto índice de absenteísmo à má gestão da administração.
Absenteísmo e a Situação Financeira da Prefeitura
Um levantamento recente da administração revelou que, entre janeiro e julho deste ano, foram registradas mais de 4.800 licenças médicas, resultando em mais de 76 mil faltas. Wagner Rodrigues questiona a veracidade desses números, afirmando que, se confirmados, indicam um problema grave. O sindicalista lamenta a situação financeira da prefeitura, considerando uma vergonha o fato de Ribeirão Preto estar sujeita à Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele duvida que a prefeitura consiga implementar todas as medidas anunciadas.
As medidas, publicadas no Diário Oficial desta quarta-feira por meio de dois decretos, incluem a proibição de novas contratações, especialmente para cargos de confiança, e a determinação de uma redução de 20% nas despesas com cargos comissionados e funções gratificadas em todos os setores do governo, com exonerações previstas para outubro.
O debate sobre as medidas de contenção de gastos da prefeitura de Ribeirão Preto continua a gerar discussões e tensões entre o governo e o sindicato dos servidores.



