Ouça a reportagem de Monize Zampieri para a CBN Ribeirão
Após duas derrotas judiciais consecutivas, o sindicato dos servidores municipais de Ribeirão Preto busca diálogo com a administração da prefeita Darci Vera para tentar chegar a um consenso sobre a questão da redução da jornada de trabalho na área da saúde.
Entendendo a Disputa
O cerne da questão reside na busca dos servidores por receberem horas extras pelas quatro horas diárias adicionais trabalhadas. Desde 1º de outubro, a categoria teve sua carga horária alterada de 36 para 32 horas semanais. No entanto, a prefeita suspendeu o benefício na véspera da implementação, alegando que Ribeirão Preto havia atingido o limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
As Demandas dos Servidores
Além da questão das horas extras, os funcionários da saúde almejam um compromisso da atual administração em manter a nova redução para 30 horas semanais a partir de 1º de fevereiro de 2014, conforme lei sancionada por Darci Vera em junho deste ano. Durante assembleia realizada na sede do sindicato, uma comissão foi formada com representantes de todas as regionais para se reunir com o secretário de Saúde, Estênio Miranda, na próxima sexta-feira.
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Abertura ao Diálogo e Próximos Passos
Estênio Miranda, embora afirme não ter sido formalmente comunicado sobre a reunião, declarou-se à disposição da categoria, ressaltando a abertura do governo ao diálogo e o interesse em encontrar uma solução que beneficie ambas as partes. Ele assegurou que os direitos dos servidores da saúde estão garantidos e que o serviço público não será prejudicado. A comissão também buscará alterações no plano de cargos, carreira e salários da categoria. O presidente do sindicato, Wagner Rodrigues, enfatizou que todas as demandas dos servidores serão apresentadas na reunião, cobrando uma postura ativa do governo.
Caso não haja consenso, o sindicato não descarta ações políticas, como protestos e paralisações. A justiça já negou, em duas instâncias, o pedido do sindicato para derrubar o decreto que suspendeu a redução da jornada. Wagner Rodrigues declarou que a negativa já era esperada.
O futuro das negociações permanece incerto, mas a busca por um entendimento mútuo é crucial para evitar maiores conflitos e garantir a qualidade dos serviços de saúde prestados à população.



