Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marco Guarizzo
A luta contra a dengue ganha força em Ribeirão Preto, impulsionada tanto pelo poder público quanto pela iniciativa da população. Apesar dos esforços, a cidade se mantém em alerta devido ao risco de um novo surto da doença.
Panorama da Dengue em Ribeirão Preto
Em janeiro, o boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde confirmou 46 casos de dengue. Embora este número seja considerado baixo em comparação com anos anteriores, como 2010, que registrou mais de mil casos no mesmo período, a vigilância em saúde local reconhece o potencial para uma epidemia.
Mutirão Comunitário na Zona Leste
Moradores da zona leste de Ribeirão Preto organizaram um mutirão no último sábado para eliminar possíveis focos do Aedes aegypti. Gil Santiago, diretor da Associação de Moradores do Jardim Roberto Benedetti, enfatizou a importância da colaboração dos vizinhos para prevenir a dengue e a febre Chikungunya, transmitidas pelo mesmo mosquito. O mutirão, que acontece pelo quarto ano consecutivo, visa conscientizar a população sobre a necessidade de manter os espaços limpos e prevenir a proliferação do mosquito.
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Déficit de Agentes de Combate a Vetores
A ação dos moradores também reflete a preocupação com a capacidade do poder público em lidar com a prevenção. Débora Alessandra da Silva, coordenadora seccional de Saúde do sindicato dos servidores públicos de Ribeirão Preto, aponta para um número insuficiente de agentes de controle de vetores na cidade. Segundo ela, a prefeitura conta com cerca de 70 funcionários para atender uma demanda que exigiria mais de 200. A Secretaria Municipal de Saúde contesta essa informação, afirmando que 174 agentes estão atuando nas ações de prevenção, com um déficit de apenas 21 profissionais em relação ao número ideal, e que novos funcionários serão contratados por meio de concurso público.
A união de esforços entre a comunidade e o poder público se mostra essencial para o controle da dengue em Ribeirão Preto, especialmente com a chegada do período de calor e chuvas, que favorecem a proliferação do mosquito transmissor.



